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Partido de Netanyahu quer impedir votação de israelitas expatriados

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Foto Depositphotos

O partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apresentou hoje uma petição à comissão eleitoral para bloquear iniciativas que visam ajudar os israelitas expatriados a regressar ao país para votar nas legislativas de 27 de outubro.

Segundo o texto, citado pela agência France-Presse (AFP), a petição tem como alvo particular uma organização norte-americana, a Aid Coalition, que se opõe ao atual Governo e gere o programa "Voe e Vote", bem como o partido Democratas, da oposição.

A lei eleitoral israelita não permite que cidadãos residentes fora de Israel votem no estrangeiro, com exceção dos funcionários consulares. O Gabinete Central de Estatísticas estima o número de expatriados em 600 mil.

Há várias semanas que os opositores do Governo tentam incentivar estes eleitores a regressar a Israel para votar, alguns na esperança de fortalecer a campanha anti-Netanyahu nas próximas eleições cujas sondagens apontam para uma disputa muito renhida.

Estas iniciativas incluem a oferta de bilhetes de avião com descontos, assistência nos procedimentos administrativos para que os expatriados possam votar e organização de 'transfers' do aeroporto.

O advogado Ilan Bombach, que representa o Likud, apresentou hoje uma petição ao presidente do Comité Central de Eleições, o juiz Noam Solberg, exigindo o fim destas práticas.

No seu pedido, Bombach compara estes métodos a "suborno eleitoral" e defende que violam as leis de financiamento partidário.

O Likud afirma que, embora os passageiros paguem os seus próprios bilhetes de avião, o programa "Voe e Vote" oferece benefícios ilícitos, como tarifas negociadas com as companhias aéreas através de reservas de grupo.

A Aid Coalition não reagiu ainda a estas acusações.

No final de agosto, quando o partido Likud acusou a organização de minar a "autenticidade da eleição", a Aid Coalition rejeitou qualquer abordagem "partidária", declarando que estava apenas a oferecer assistência logística e burocrática, inteiramente à custa dos viajantes.

"o Likud está a tentar impedir que os cidadãos que vieram combater no dia 07 de Outubro, que pagam impostos e participam na vida da sua pátria, exerçam o seu direito de decidir o futuro do Estado", afirmou então a organização norte-americana, referindo-se aos cidadãos que há três anos se juntaram às forças armadas no seguimento dos ataques do grupo islamita palestiniano Hamas no sul de Israel.

Michal Dagon, responsável do projeto, afirmou recentemente em entrevista ao jornal de esquerda Haaretz que mais de 30 mil israelitas já se registaram.

A organização pretende ajudar entre 50.000 e 70.000 eleitores no estrangeiro a votar.

De acordo com as sondagens, espera-se que as legislativas de 27 de outubro sejam uma disputa renhida entre o bloco liderado por Benjamin Netanyahu e o do seu principal adversário, o centrista Gadi Eisenkot, antigo comandante das forças armadas.