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País

PS marca debate de urgência sobre custo de vida para 6.ª feira no parlamento

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Foto Arquivo/LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O PS agendou para sexta-feira um debate parlamentar de urgência sobre o custo de vida, defendendo que o Governo "deve agir" para responder ao que os socialistas consideram ser o "tema central" da vida dos portugueses.

"O tema central da vida dos portugueses hoje é o custo de vida. É o preço dos combustíveis, é o preço do cabaz alimentar e as prestações que os portugueses têm de pagar ao banco e a Assembleia da República deve centrar-se naquilo que é urgente", afirmou, em declarações à agência Lusa, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.

Outro dos objetivos do PS com este agendamento para o plenário da Assembleia da República de sexta-feira, segundo o dirigente socialista, era "fazer um debate onde participe o Governo". 

"Em nenhum dos outros debates que estão agendados, quer das iniciativas do próprio PS, quer de outros partidos, o Governo tem de vir à Assembleia da República e, neste momento, quem pode resolver o problema no quadro orçamental é o Governo, porque é o único que pode ter iniciativa, quer do lado da despesa, quer do lado da receita", explicou.

Eurico Brilhante Dias defendeu que o PS "tem vindo a dar centralidade à questão do custo de vida".

"E é isso que nós estamos a fazer, é dizer ao Governo que deve agir, coisa que o Governo manifestamente não tem feito", criticou.

O líder parlamentar socialista referiu ainda que o partido vai voltar a insistir em medidas para travar o aumento do custo de vida através de um projeto de resolução que será debatido em 25 de setembro e que tem propostas que o PS já levou por duas vezes ao parlamento e que foram rejeitadas.

"O PS apresentou um projeto de resolução, número 1221, que será discutido no dia 25 de setembro, que na sua estrutura fundamental é idêntico àquele que apresentámos em abril, e depois foi discutido em abril e em julho", disse.

Eurico Brilhante Dias disse ter a expectativa de "construir uma maioria no parlamento que diga ao Governo que tem que agir sobre estes fatores que são fundamentais". 

"Os portugueses estão em máximos de custo de vida dos últimos três anos, portanto, a Assembleia não pode ser insensível. Até agora não tivemos a oportunidade de ter uma maioria porque a extrema-direita e a direita se juntaram para chumbar as iniciativas do PS", condenou.