Superpetroleiro indiano em chamas após activar mina em Ormuz
A Guarda Revolucionária iraniana adiantou hoje que o superpetroleiro indiano 'El Gaia', com bandeira do Panamá, está "em chamas" após ter colidido com uma mina marítima quando tentava atravessar o estreito de Ormuz através de uma zona restrita.
Em comunicado, o exército ideológico iraniano indicou que o superpetroleiro "tentava atravessar uma zona restrita a sul do estreito de Ormuz e sofreu uma explosão após colidir com uma mina naval".
O organismo militar iraniano indicou ainda que "as tentativas de controlar o fogo foram infrutíferas e todo o petroleiro ficou envolto em chamas".
O Irão sublinhou também que "tinha sido feito um alerta prévio sobre o perigo de atravessar ilegalmente".
"A Marinha da Guarda Revolucionária declara com firmeza que o Estreito de Ormuz está fechado e continua sob o nosso controlo inteligente", acrescentou.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia condenou, no domingo, o que classificou como um ataque contra a embarcação 'El Gaia' ao largo da costa de Omã.
A bordo do navio, segundo informações, viajavam 14 tripulantes indianos, dos quais treze já foram resgatados.
"Continuam as operações de resgate do cidadão indiano desaparecido", com o apoio das autoridades de Omã, destacou Nova Deli.
O Governo indiano aproveitou a ocasião para pedir uma "desescalada imediata da tensão" e a abertura de uma "via de diálogo e diplomacia" para "trazer a paz à região".
Além disso, condenou os "ataques inaceitáveis" contra navios comerciais e alvos civis.
O Irão bloqueou o estreito de Ormuz após o início da guerra, em 28 de fevereiro, e converteu a ação na principal medida de pressão no conflito que mantém com os Estados Unidos e Israel.
A República Islâmica insiste ainda em cobrar taxas por serviços de navegação, segurança e ambiente aos navios que transitem pelo estreito, algo a que os Estados Unidos se opõem.
Nos últimos dias, registou-se uma troca de ataques contra petroleiros entre o Irão e os Estados Unidos, no âmbito da disputa pelo controlo da via marítima, fundamental para o comércio mundial de petróleo, gás e outras matérias-primas.