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A Guerra Mundo

Pelo menos sete mortos e mais de 70 feridos em ataques russos no leste da Ucrânia

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Foto Maria Senovilla/EPA

Pelo menos sete pessoas morreram e 76 ficaram feridas em ataques realizados hoje pelo Exército russo contra diferentes pontos do leste da Ucrânia, segundo o mais recente balanço das autoridades.

O governador militar da região, Oleksandre Ganja, confirmou nas suas redes sociais o balanço que inclui cinco vítimas mortais e 67 feridos, entre estes duas crianças com menos de quatro anos e outra de onze, após um ataque russo à cidade de Pavlograd.

Antes, o ministro do Interior ucraniano, Ivan Vygivsky, tinha referido numa mensagem publicada na plataforma Telegram que os russos atacaram um centro comercial situado no centro da cidade de Pavlograd "em plena luz do dia, numa altura em que as ruas estavam cheias de gente".

No primeiro balanço provisório do ataque, foram reportados três mortos e 34 feridos pelo Ministério Público ucraniano e o governador da região.

Em Dnipro, capital da região, duas pessoas morreram na sequência de um bombardeamento a uma fábrica de óleo de girassol pertencente à multinacional norte-americana Bunge.

O ataque já tinha sido noticiado horas antes pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha.

Como resultado deste ataque, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, incluindo uma menina de seis anos e uma mulher de 24, que está hospitalizada em estado "moderado", segundo indicou Oleksandre Ganja.

Foram também registados ataques contra várias instalações em Nikopol, município próximo de Zaporijia, deixando pelo menos um ferido, bem como em Synelnykove e em Kamianske.

A Rússia e a Ucrânia estão envolvidas numa escalada de ataques de longo alcance, que visam cada vez mais frequentemente alvos civis, tais como fábricas, refinarias, armazéns, infraestruturas portuárias e navios.

Estes ataques estão a causar um número crescente de vítimas civis.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta semana, citado pelo meio de comunicação norte-americano Axios, que o homólogo russo, Vladimir Putin, tinha sinalizado a Washington estar disposto a iniciar negociações com vista a uma "desescalada" no inverno, o que poderia traduzir-se numa suspensão, por ambas as partes, dos bombardeamentos em setores estratégicos.

Zelensky afirmou contar com o reinício, já em setembro, das negociações entre Moscovo, Kiev e Washington para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia.

Por seu lado, o Kremlin (presidência russa) anunciou que "não exclui" o reinício das negociações tripartidas, mas considerou ser ainda "demasiado cedo para falar de locais e datas" para eventuais reuniões.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).