Lionel Messi anuncia o adeus à seleção argentina
Lionel Messi anunciou hoje o adeus à seleção argentina de futebol, um mês e 12 dias depois da final do Mundial2026 perdida para a Espanha (0-1), numa publicação nas redes sociais.
"Depois deste tempo que passou desde a final, e tendo pensado muito, quero comunicar a todos que me retiro da seleção", escreveu Lionel Messi, de 39 anos, que se estreou pela formação 'albi-celeste' em 17 de agosto de 2005, com 18 anos.
Messi é o recordista de jogos (207), golos (125) e assistências (66) pela seleção da Argentina, pela qual se sagrou campeão mundial em 2022, venceu duas edições da Copa América (2021 e 2024) e ainda a Finalíssima (2022).
"Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento. Juro que sempre deixei tudo, não só nos últimos anos, em que se ganhou tudo, mas também antes, e sempre lutei e dei tudo por esta camisola, para vos dar alegrias e fazer com que se sintam orgulhos de ser argentinos através do futebol", prosseguiu, 'virando-se' para os compatriotas.
Messi reconhece que "falta pouco [para o final da carreira] e que se vão encerrando etapas", sendo que esta é uma que lhe "dói muito".
"Amo, amei e amarei sempre estar na seleção, mas fiquei vazio, já não tenho mais para dar e, ainda por cima, estão a chegar jovens de grande qualidade que merecem a oportunidade", afirmou.
O há muito capitão da Argentina agradeceu: "Obrigado por todo o carinho nestes 20 anos. Vou sentir muito a falta de vos escutar desde dentro do campo. Agora, vou ser mais um de vocês, apoiando sempre desde fora - nas horas boas e, muito mais, nas más".
"Obrigado à minha família por estar sempre, por acompanhar-me, nesta viagem tão bonita, mas difícil. Obrigado a cada um dos treinadores, companheiros e dirigentes que encontrei. Levo recordações e momentos inesquecíveis", disse.
A finalizar, Messi afirmou que sai "com a tranquilidade e o orgulho de ter oferecido, juntamente com os colegas de equipa, momentos sonhados".
"Foi uma loucura ter vivido tudo isto com vocês. Amo-vos. Graças a Deus por fazer-me argentino. Vamos Argentina", rematou, acrescentando que escreveu estas palavras em 21 de julho, "dois dias depois da final", sendo que, depois da morte do pai, em 08 de agosto, ficou "mais convencido do que antes" que era a hora.
Messi estreou-se pela Argentina em 2005, num particular com a Hungria em que foi expulso instantes após entrar em campo, como suplente, e despediu-se em 19 de julho de 2026, com a derrota na final do Mundial, face à Espanha (0-1).
Pelo meio, viveu muitas deceções, com as dolorosas derrotas nas finais da Copa América de 2007, 2015 e 2016 - após a qual 'ameaçou' deixar a seleção, para depois reconsiderar -, e na final do Mundial de 2014.
Depois de muita resiliência, conseguiu em 10 de julho de 2021 o seu primeiro título pela principal seleção argentina, em pleno Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, com um triunfo por 1-0 face ao Brasil, selado pelo amigo Ángel Di María, na final de uma Copa América marcada pela pandemia da covid-19.
Depois, em 2022, capitaneou a equipa na vitória na Finalíssima, face à Itália (3-0 em Wembley) e, 'cereja no topo do bolo', no Mundial, em que foi eleito o melhor jogador, depois de somar sete golos e três assistência.
Em 2024, somou uma segunda vitória na Copa América, numa final com a Colômbia (1-0 após prolongamento) da qual saiu lesionado, e, para fechar, somou oito golos e quatro assistências no Mundial, carregando a Argentina até à final, perdida para a Espanha.