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Madeira

Rui Silva pede "elevação" no confronto político em São Vicente

Presidente da Assembleia Municipal defende a pluralidade e o debate, mas avisa que as diferenças devem ser expressas com “responsabilidade e respeito"

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Foto Rui Silva/ASPRESS

Rui Silva aproveitou a Sessão Solene dos 282 anos de São Vicente para deixar uma mensagem política dirigida aos diferentes eleitos do concelho: há espaço para divergências e confronto de ideias, mas o debate deve ser feito com “elevação, responsabilidade e respeito”.

O presidente da Assembleia Municipal colocou a pluralidade política no centro da sua intervenção, depois de uma sessão que abriu espaço à participação das diferentes forças partidárias.

“A Assembleia Municipal deve ser um espaço de debate, de confronto democrático e de ideias, sempre com respeito pelas instituições, pelos eleitos e pelos cidadãos que representamos”, afirmou.

Rui Silva, que fez também um balanço dos primeiros dez meses à frente daquele órgão autárquico, considerou natural que existam posições distintas entre os representantes políticos.

“Podemos ter opiniões diferentes, podemos discordar, faz parte da democracia”, reconheceu. Mas deixou imediatamente uma condição: “Essa diferença deve ser expressa com elevação, com responsabilidade e respeito”.

Para o presidente da Assembleia Municipal, os interesses do município devem prevalecer sobre as divergências políticas. “Acima das nossas diferenças deve estar sempre aquilo que nos une: o compromisso de servir São Vicente e a sua população”, vincou.

Sem entrar directamente nas polémicas que têm marcado a vida política municipal, Rui Silva centrou a intervenção na responsabilidade dos eleitos e na necessidade de preservar o respeito institucional.

O presidente da Assembleia Municipal recordou ainda que o Dia do Concelho não deve ser encarado apenas como uma celebração, considerando-o também uma oportunidade para avaliar o trabalho realizado e discutir o futuro de São Vicente.

Rui Silva terminou dirigindo uma palavra aos habitantes das três freguesias e aos são-vicentinos emigrados, defendendo que os 282 anos do município devem servir não apenas para recordar o caminho percorrido, mas também para assumir “a responsabilidade de continuarmos a construir o futuro”.