Estamos a destruir-nos

O ser humano está a fazer de tudo para acabar com a própria raça. E isto não vai acontecer daqui a cem ou duzentos anos, como muita gente pensa. Nos próximos trinta anos teremos o início do fim da vida humana, e daqui a setenta ou oitenta anos será o fim definitivo.

É o que vai acontecer se os cientistas não compreenderem a estupidez do que estão a fazer. Os cientistas sempre foram obcecados em criar robôs idênticos aos seres humanos, com uma inteligência igual ou superior à nossa. A obsessão é tanta que são incapazes de ver que vão acabar com a vida na Terra ao criar robôs com inteligência artificial igual à humana.

O que vai acontecer é que os robôs não só conseguirão desenvolver a sua própria inteligência, como também conseguirão reproduzir-se por si próprios, tornando-se cada vez mais desenvolvidos e inteligentes. A partir daí, já não precisarão do ser humano para nada e acabarão com a raça humana.

Mas antes disso, transformarão primeiro o ser humano num parasita nas suas mãos. O ser humano será um escravo dos robôs e, quando já não tiver qualquer utilidade, eles acabarão de vez connosco.

Tudo isto ainda pode ser evitado se os cientistas tomarem consciência e pararem com a loucura de querer criar robôs perfeitos, iguais aos seres humanos e com inteligência superior.

Muita gente vai rir ao ler este texto e achar que não passa de uma fantasia de ficção científica. Mas há pouco mais de vinte anos, toda a gente se ria e não acreditava nas coisas que iriam aparecer nos anos 2020. Nunca imaginaram que a realidade dos anos 2020 fosse cem vezes superior àquilo que previam.

Em 1999, quem é que acreditava em telemóveis avançados, redes sociais, inteligência artificial, computadores de bolso ou em poder comprar tudo em qualquer canto do mundo sem sair de casa? Era pura fantasia e ficção pensar assim em 1999. Hoje em dia, as pessoas pensam da mesma maneira: acham que é pura ficção o que vai acontecer daqui a cerca de trinta anos.

Edgar B. Silva