O fim das redes sociais
Como sempre, o ser humano consegue destruir tudo o que é bom para o seu próprio desenvolvimento.
As redes sociais foram mais uma invenção maravilhosa que o ser humano conseguiu criar. O objetivo das redes sociais seria aproximar as pessoas dos quatro cantos do mundo, para que elas pudessem conviver umas com as outras, para que pudessem partilhar as suas culturas, as suas sabedorias e os seus modos de vida. Para que se pudessem ajudar mutuamente, criar mais harmonia e mais amor, construir laços de amizade e, sobretudo, combater a solidão. A ideia era que as pessoas pudessem ter uma vida melhor e partilhar as suas ideias.
Infelizmente, mais uma vez, o ser humano conseguiu transformar uma coisa maravilhosa numa desgraça, como sempre. Hoje já nem se acredita nas redes sociais; a desconfiança é total.
As redes sociais chegaram a um ponto em que já ninguém consegue distinguir o que é verdadeiro do que é falso. Desde fotos falsas a montagens, chegamos ao ponto de, quando nos cruzamos com um amigo na rua, ficarmos de boca aberta a pensar se é realmente ele ou não. Tudo porque as imagens que vemos dele nas redes sociais mostram uma pessoa totalmente diferente.
As pessoas fazem-se passar por aquilo que não são. Acho uma pura estupidez quererem passar por aquilo que não são.
Como acontece agora com a inteligência artificial: virou moda as pessoas publicarem textos escritos pela inteligência artificial e quererem fazer acreditar que foram elas que os escreveram.
As redes sociais só serviram para acabar com a pouca inteligência que o ser humano ainda tem e trazer mais desconfiança às pessoas.
Deixo aqui uma pergunta aos cientistas: vale mesmo a pena continuar a gastar milhões e tempo à procura de coisas maravilhosas para o ser humano, para ele depois fazer o contrário e destruir a sua própria vida?
Edgar B. Silva