Von der Leyen acredita que Kiev vai recuperar liberdade e aderir à UE
A presidente da Comissão Europeia afirmou hoje acreditar que a Ucrânia vai recuperar a sua liberdade e segurança e aderir à União Europeia (UE), numa mensagem nas redes sociais alusiva aos 35 anos da independência do país.
"A Ucrânia vai recuperar a sua segurança. A sua liberdade. E vai ocupar o seu legítimo lugar na nossa União", escreveu Ursula von der Leyen na mensagem.
A responsável referiu que, devido ao aniversário da independência da Ucrânia, que se assinala na próxima segunda-feira, a Comissão Europeia decidiu hastear a bandeira do país à frente do principal edifício do executivo comunitário, o Berlaymont, em Bruxelas.
"Para que [a bandeira] possa esvoaçar com orgulho no centro da nossa União, onde pertence", afirmou.
Hoje à tarde, num comunicado igualmente alusivo aos 35 anos da independência da Ucrânia, a Comissão Europeia já tinha reafirmado a sua "solidariedade e compromisso inabalável para com a soberania, independência e integridade territorial" do país.
"Continuamos a apoiar a Ucrânia nos seus esforços em prol de uma paz abrangente, justa e duradoura, bem como no seu percurso europeu", referiu o executivo comunitário, acrescentando que os 35 anos de independência são uma ocasião para destacar a "coragem, resistência e resiliência do povo ucraniano perante a guerra de agressão" da Rússia.
A Ucrânia celebra na próxima segunda-feira os seus 35 anos de independência, proclamada em 24 de agosto de 1991.
Para assinalar a data, a Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia vai reunir-se em Kiev, para reafirmar o "apoio firme" dos aliados do país e debater o reforço das defesas antiaéreas, anunciou a Presidência francesa.
A reunião da coligação, que terá lugar a partir das 13:00 locais (11:00 de Lisboa), decorrerá num formato "híbrido": alguns líderes estarão em Kiev e outros irão participar por videoconferência.
De acordo com fontes europeias, além dos cerca de 30 países que integram a coligação, composta por Estados dispostos a darem garantias de segurança a Kiev no caso de um acordo de paz com a Rússia, está também prevista a participação na reunião do presidente do Conselho Europeu, António Costa, presencialmente, e da "número dois" da NATO, Radmila Shekerinska, por videoconferência.
Kiev apresentou o pedido de adesão à UE pouco tempo depois do início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.
A Ucrânia recebeu o estatuto de país candidato em junho desse mesmo ano.
Em meados de dezembro de 2023, o Conselho Europeu decidiu abrir as negociações formais de adesão à UE com a Ucrânia, processo que arrancou formalmente no início de junho passado.