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Ventura pede ao Governo que reponha ainda hoje controlo na fronteira com Espanha

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Foto Lusa

O líder do Chega, André Ventura, pediu hoje ao Governo que reponha de imediato os controlos nas fronteiras, para impedir que os migrantes que chegaram a Ceuta venham para Portugal, e responsabilizou o executivo espanhol pela situação.

Este apelo foi feito pelo presidente do Chega em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa.

André Ventura disse aos jornalistas que "submeteu um pedido ao Governo para que reponha controlos fronteiriços com Espanha" e a suspensão da vigência do Acordo do Schengen, e disse esperar que o executivo "tenha a coragem" de o fazer ainda hoje.

"Se não for imediato já não valerá a pena", alertou, considerando que a reposição dos controlos até "já devia ter sido feita".

O líder do Chega considerou também que a medida deve manter-se "até ao último ilegal ser expulso para o território deles".

"Penso que a possibilidade de suspensão é por 60 dias, que é o que está previsto. O que nós temos que garantir, e acho que isto é o razoável, é que nenhum dos [migrantes] que entrou ilegalmente pode ou ficar em Espanha ou passar para Portugal", afirmou

Cerca de 60 mil migrantes irregulares provenientes de Marrocos, de acordo com o governo autónomo de Ceuta, chegaram ao enclave espanhol nos últimos dias, desencadeando uma crise migratória naquele território e uma crise diplomática na Europa.

Ventura considerou que "Portugal e França são os países mais ameaçados", por fazerem fronteira com Espanha, e defendeu que devem proteger-se.

O presidente do Chega responsabilizou o governo espanhol por esta crise migratória porque "decidiu dar direitos de cidadania a toda a gente que tinha entrado ilegalmente no território". 

"Quem está fora do espaço europeu e ouve de um primeiro-ministro a ideia, a resolução, de legalizar toda a gente que entra em território europeu, é um chamariz a este tipo de conflitos e a este tipo de imigração ilegal", acusou.

Ventura acusou ainda o governo socialista liderado por Pedro Sánchez de "incapacidade grosseira" em "defender as suas fronteiras e defender a segurança nacional".

"Se um governo é incompetente, corrupto ou inerte, não pode, por isso, levar todos os povos da Europa para uma situação equivalente", salientou.