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França enfrenta pior crise de incêndios das últimas décadas

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Foto EPA

O Presidente francês afirmou hoje que o país enfrenta a mais grave crise de incêndios florestais desde a Segunda Guerra Mundial, elogiando os bombeiros e avisando que as próximas semanas vão ser difíceis.

"Estamos perante um incêndio sem precedentes", declarou Emmanuel Macron durante uma visita ao centro de coordenação das operações de combate ao incêndio na região da Gironda, no sudoeste do país.

O chefe de Estado francês reconheceu que a situação continua crítica, apesar de os bombeiros terem conseguido travar o avanço das chamas nas últimas horas.

"As próximas semanas vão ser difíceis", afirmou Macron, acrescentando: "Venceremos esta batalha juntos".

O incêndio, que deflagrou na semana passada, já consumiu uma área cerca de quatro vezes superior à da cidade de Paris e obrigou aproximadamente 220 mil pessoas a abandonar as suas casas.

Milhares de bombeiros, apoiados por meios aéreos que lançam água e retardante de chamas, continuam mobilizados numa corrida contra o tempo antes da chegada de uma nova vaga de calor, com temperaturas superiores a 35º Celsius previstas para terça-feira no sudoeste francês.

Durante a visita ao Centro de Operações de Incêndio e Resgate (CODIS), em Bordéus, Macron defendeu que o país vai ter de adaptar a gestão florestal às novas condições climáticas.

"Sabemos que teremos de replantar e reconstruir um tipo diferente de floresta", afirmou Trump, considerando que a adaptação é necessária face "às condições estruturais das alterações climáticas" e também "à pressão da construção civil e do turismo que se desenvolveu nas últimas décadas".

De acordo com dados oficiais, os incêndios florestais já destruíram mais de 116 mil hectares em França desde o início do ano.