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Trump garante que secretário de Energia dos EUA "está a governar a Venezuela"

Foto SHAWN THEW/EPA/POOL
Foto SHAWN THEW/EPA/POOL

O Presidente norte-americano, Donald Trump, realçou hoje que o seu secretário da Energia, Chris Wright, está a governar a Venezuela e felicitou-o pelo trabalho que tem vindo a realizar.

O republicano, que falava durante um evento na sede da Agência de Proteção Ambiental (EPA), frisou que Wright "está a governar a Venezuela" e acrescentou que o está a fazer "melhor do que qualquer pessoa alguma vez fez".

"Acho que podemos dizer que Chris Wright está a fazer um ótimo trabalho. Obrigado!", apontou.

Quando questionado sobre os resultados da sua intervenção no país sul-americano, Trump respondeu: "Também estamos a ganhar muito. E acho que temos direito a isso. Foi uma guerra de um dia".

Wright viajou para a Venezuela em 11 de fevereiro, onde se encontrou com a presidente interina Delcy Rodríguez e visitou instalações petrolíferas.

A sua visita ocorreu após a administração Trump ter flexibilizado as sanções ao setor energético venezuelano.

O objetivo da visita foi promover a abertura e a reconstrução da indústria petrolífera da Venezuela, avaliar os campos petrolíferos existentes e avançar com o acordo energético entre o governo dos EUA e as novas autoridades venezuelanas.

Posteriormente, em 13 de fevereiro, o Departamento do Tesouro aprovou as Licenças Gerais 49 e 50, que permitiram a empresas como a Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol retomar as operações na Venezuela e abriram caminho a novos investimentos no setor do petróleo e gás sob autorização dos EUA.

Wright assumiu também um papel fundamental na implementação da estratégia energética de Washington para a Venezuela, negociando com empresas petrolíferas e supervisionando o esquema de comercialização do crude venezuelano.

A administração Trump visa a recuperação do setor para atrair até 100 mil milhões de dólares em investimentos e priorizar as empresas americanas, mantendo o controlo sobre as receitas provenientes da venda de petróleo.

As relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, após a detenção do ex-presidente Nicolás Maduro, têm sido marcadas por uma estratégia delineada pelo secretário de Estado Marco Rubio perante o Congresso, focada na contenção institucional, na "quarentena do petróleo", nas reformas económicas e na construção de uma suposta nova estrutura democrática.

A estas mudanças políticas junta-se o desafio da reconstrução após os devastadores sismos de 24 de junho.

O Banco Mundial estimou hoje que os danos físicos diretos causados pelos sismos ascendem a 19,6 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) e alertou que uma reconstrução lenta pode prejudicar a recuperação económica do país na próxima década.