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Novas tarifas decretadas por Trump serão anunciadas "muito em breve"

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As novas tarifas que o Presidente Donald Trump quer impor aos produtos dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos deverão ser anunciadas "muito em breve", adiantou hoje a presidência norte-americana.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, garantiu em conferência de imprensa que o Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, "fará um anúncio muito em breve", especificando que poderá ser feito "ainda hoje".

"Fiquem atentos para mais pormenores", acrescentou.

O USTR iniciou investigações em meados de março sobre certas práticas comerciais, incluindo o "excesso de capacidade estrutural" e a utilização de matérias-primas produzidas com trabalho forçado no fabrico de mercadorias enviadas para os Estados Unidos.

O objetivo do Governo norte-americano é anunciar novas tarifas, uma vez que as atuais expiram na sexta-feira.

No final de fevereiro, o Supremo Tribunal dos EUA derrubou uma parte significativa das tarifas propostas pelo presidente norte-americano.

Estas tarifas não afetaram as tarifas setoriais específicas, que visavam, entre outros, os automóveis, o aço, o alumínio e o cobre.

Donald Trump anunciou então a implementação de novas tarifas, com base numa lei que lhe permite aplicar estas sobretaxas durante um máximo de 150 dias.

Ao mesmo tempo, o USTR iniciou uma série de investigações que, teoricamente, permitem a implementação permanente destas tarifas.

Para o efeito, o gabinete de Greer baseia-se na mesma lei que já justifica as tarifas setoriais específicas.

No início de junho, após estas investigações, Jamieson Greer propôs a imposição de uma tarifa de 12,5% sobre aproximadamente 45 países que, segundo o seu gabinete, não tinham implementado a proibição da importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Para as economias que têm tal proibição, mas cujos esforços de fiscalização são considerados insuficientes --- Canadá, Equador, União Europeia (UE), Indonésia, México e Paquistão --- a administração Trump propõe uma taxa reduzida de 10%.

O mesmo se aplica ao Reino Unido, cuja proibição é considerada incompleta.

Algumas destas economias, incluindo a UE, estão também sujeitas a investigação sobre o excesso de capacidade industrial.