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Guterres agradece a Xi Jinping "apoio consistente" da China ao multilateralismo e à ONU

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Foto Arquivo

O secretário-geral da ONU, António Guterres, agradeceu hoje ao Presidente chinês, Xi Jinping, pelo "apoio consistente da China" ao multilateralismo e às Nações Unidas, incluindo às missões de manutenção da paz.

Num encontro em Xangai, para onde Guterres viajou para participar na abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA), o líder da ONU e o chefe de Estado chinês discutiram uma série de assuntos internacionais e regionais de paz e segurança, incluindo questões relativas ao Médio Oriente, assim como à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, segundo o gabinete do secretário-geral.

"O secretário-geral reafirmou o seu firme compromisso com a reforma da ONU, em plena consonância com a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, e com o pleno respeito pelo equilíbrio entre os três pilares das atividades das Nações Unidas -- paz e segurança, desenvolvimento sustentável e direitos humanos -- e com o reforço da cooperação com a China em todas estas áreas", disse o gabinete de Guterres em comunicado.

O ex-primeiro-ministro português aproveitou ainda o encontro com Xi para elogiar o envolvimento da China nas discussões globais sobre a governação da IA.

António Guterres chegou à China na quinta-feira. Hoje de manhã (hora local), participou na cerimónia de abertura da Conferência Mundial de IA, em Xangai, e posteriormente interveio na sessão de abertura do Fórum Meteorológico da Conferência Mundial.

Guterres apelou hoje para que não se permita a "um punhado de países ou empresas" controlar o futuro da IA, sublinhando que deve ser a humanidade a "moldar" essa tecnologia.

"A IA pode ser uma das maiores oportunidades para a humanidade no século XXI, mas também poderá ser um dos seus maiores riscos. (...) A tecnologia deve estar ao serviço das pessoas e não o contrário", advertiu.

Na sua perspetiva, os riscos concentram-se na ameaça de "desigualdades ainda maiores" em matéria de rendimento, oportunidades ou segurança.

"Não podemos permitir que isso aconteça. O desafio que enfrentamos é garantir que a IA se torne uma força para maior inclusão e para o progresso comum", afirmou o líder da ONU.