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Trump exige ao Congresso dos EUA fim da cidadania por nascimento após decisão do Supremo

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 Foto EPA/SAMUEL CORUM / POOL

O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu hoje ao Congresso para aprovar legislação que ponha termo à cidadania por nascimento, depois de o Supremo Tribunal ter reafirmado que esse direito está protegido pela Constituição e contrariado a administração republicana.

"O Congresso deveria começar hoje a trabalhar para acabar com a cidadania por nascimento, uma prática dispendiosa e injusta para o nosso país. Terão o meu total e absoluto apoio!", escreveu Trump na sua plataforma Truth Social.

O chefe de Estado, que durante a campanha eleitoral prometeu limitar a atribuição automática da cidadania aos filhos de imigrantes em situação irregular, classificou como "lamentável" a decisão do Supremo Tribunal e defendeu que a alteração pode ser alcançada através de legislação aprovada pelo Congresso.

"Podemos resolver isto facilmente no Congresso através de legislação, com o apoio do Presidente. Não há necessidade de uma emenda constitucional longa e pesada", assegurou Trump.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos (EUA) rejeitou hoje uma ordem executiva do Presidente, Donald Trump, que pretendia acabar com a cidadania concedida a pessoas nascidas no país filhas de imigrantes ilegais ou residentes temporários.   

A decisão, em linha com a interpretação judicial consolidada da 14.ª Emenda da Constituição norte-americana, foi conhecida no último dia da atual sessão do Supremo Tribunal, marcada por processos relacionados com a interpretação alargada dos poderes presidenciais defendida por Trump, em relação aos quais a mais alta instância judicial dos EUA decidiu maioritariamente a seu favor.

A decisão preserva uma interpretação constitucional em vigor há mais de 150 anos e representa um revés para um dos principais objetivos da política migratória defendida por Trump desde a campanha eleitoral.