Kiev e Moscovo trocam 160 prisioneiros de guerra de cada lado
A Ucrânia e a Rússia realizaram hoje uma nova troca de prisioneiros de guerra, envolvendo 160 pessoas de cada lado, anunciaram Moscovo e Kiev.
"Foram libertados 160 militares. Todos estavam em cativeiro desde 2022", anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa mensagem nas redes sociais.
O líder ucraniano precisou que estes militares tinham combatido em batalhas no leste, norte e sul da Ucrânia, no início da invasão russa em grande escala lançada em fevereiro de 2022.
Alguns minutos antes, o Ministério da Defesa russo tinha anunciado esta troca.
"160 militares russos foram repatriados do território controlado pelo regime de Kiev. Em troca, foram entregues 160 prisioneiros de guerra das Forças Armadas ucranianas", indicou o ministério num comunicado.
As trocas de prisioneiros são uma das últimas áreas de cooperação entre a Rússia e a Ucrânia e o único resultado tangível das negociações entre os dois países.
Segundo Kiev, mais de 15.000 civis ucranianos encontram-se detidos em prisões russas.
Em fevereiro, Zelensky afirmou que cerca de 7.000 militares ucranianos se encontravam também em cativeiro.
Desde o inverno, realizaram-se várias trocas de prisioneiros, envolvendo, em cada uma delas, várias centenas de pessoas de ambos os lados.
Zelensky agradeceu às tropas ucranianas que, na linha da frente, capturam soldados russos e permitem assim "trazer de volta" o povo ucraniano durante essas trocas.
Entre os repatriados no âmbito da troca encontram-se membros do exército, do Serviço Estatal de Transportes Especiais, da Guarda Nacional e da Guarda de Fronteiras ucranianos.
Estes combatentes foram capturados enquanto defendiam Mariupol e Azovstal, bem como outras zonas da linha da frente nas regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kharkiv, Zaporijia, Kiev, Chernihiv e Sumy, segundo afirmou Zelensky.