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Leão XIV reza em Pompeia pelo fim do "ódio fratricida" no mundo

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O Papa Leão XIV apelou hoje, em Pompeia, ao fim do "ódio fratricida" no mundo e pediu que os líderes políticos sejam iluminados para procurar a paz, numa homilia no primeiro aniversário da sua eleição.

O pontífice deslocou-se de helicóptero a Pompeia, perto de Nápoles, para assinalar a festa de Nossa Senhora de Pompeia, uma celebração mariana particularmente simbólica para o seu pontificado, já que foi evocada pelo próprio Papa na noite da sua eleição, em 08 de maio de 2025.

"Não nos podemos resignar às imagens de morte que as notícias nos apresentam todos os dias", afirmou Leão XIV na homilia da missa celebrada no santuário mariano.

"Que o Deus da paz derrame uma abundância transbordante de misericórdia, tocando os corações, acalmando as mágoas e o ódio fratricida, e iluminando aqueles que têm responsabilidades especiais de governo", acrescentou o Papa.

De nome próprio Robert Prevost, primeiro Papa nascido nos Estados Unidos, assinalou assim um ano desde a sua eleição à frente da Igreja Católica, numa cerimónia marcada por referências à paz e à proteção da Virgem Maria.

"Que dia tão bonito, quantas bênçãos o Senhor nos quis dar", declarou o Papa perante os fiéis reunidos no santuário.

"Sinto-me o primeiro abençoado por poder vir aqui ao santuário de Nossa Senhora no dia da sua festa e neste aniversário", acrescentou Leão XIV.

O santuário de Pompeia, construído no final do século XIX junto às ruínas da antiga cidade romana destruída pela erupção do Monte Vesúvio, é um dos principais centros de peregrinação mariana em Itália, especialmente associado à devoção do rosário.

A visita marcou também o início de uma série de deslocações de um dia que Leão XIV deverá realizar nas próximas semanas por várias regiões italianas, numa tentativa de reforçar o contacto com a Igreja local enquanto bispo de Roma.

Durante a deslocação, o Papa encontrou-se ainda com pessoas doentes e com deficiência apoiadas por um centro de caridade ligado ao santuário.

Na intervenção perante os responsáveis da instituição, o Papa evocou a figura de São Bartolo Longo, fundador da basílica e conhecido pelas suas obras de assistência a órfãos, presos e populações marginalizadas.

Leão XIV recordou que Longo encontrou, no vale de Pompeia, "uma terra assolada por uma grande pobreza", mas soube reconhecer "o rosto de Cristo em todos".

A visita do Papa foi acompanhada por centenas de fiéis italianos, muitos dos quais aguardavam desde a madrugada pela sua chegada.

Alguns peregrinos fizeram também referência às recentes divergências públicas entre Leão XIV e o Presidente norte-americano, Donald Trump, relacionadas com a guerra com o Irão.

"Ele não se deixa intimidar por ninguém", afirmou Rita Borriello, citada pela imprensa italiana, considerando o Papa "muito humilde" e "próximo das pessoas".