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A Guerra Mundo

Putin anuncia cessar-fogo de 32 horas durante Páscoa Ortodoxa

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O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou hoje um cessar-fogo de 32 horas com a Ucrânia, entre o sábado à noite e domingo, em comemoração da Páscoa Ortodoxa, após Kiev propor uma pausa nas hostilidades. 

"Por ordem do Comandante Supremo, (...) V. Putin, em virtude do feriado da Páscoa Ortodoxa (Ressurreição de Cristo), é declarado um cessar-fogo a partir das 16:00 (14:00 de Portugal continental) do dia 11 de abril até ao final do dia 12 de abril de 2026", refere o comunicado do Kremlin. 

O anúncio surge na sequência da proposta feita no início da semana pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de uma pausa nos ataques às infraestruturas energéticas de cada país durante a Páscoa Ortodoxa.  

O comunicado acrescenta que o comando militar russo recebeu instruções para cessar as hostilidades em todas as frentes, durante o período de 32 horas.

No entanto, acrescenta que as tropas estarão "preparadas para repelir qualquer possível provocação ou ação agressiva do inimigo".

"Presumimos que a Ucrânia seguirá o exemplo da Federação Russa", conclui o comunicado.

Tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco ou nenhum impacto.

Na Páscoa anterior, Putin declarou unilateralmente um cessar-fogo de 30 horas, mas os ataques continuaram, com cada um dos lados a acusar o outro de não respeitar a trégua. 

Outro cessar-fogo temporário foi anunciado por Moscovo em maio de 2025 para assinalar o 80º aniversário da vitória do Exército Vermelho sobre a Alemanha nazi.

A 31 de março, o Kremlin rejeitou a proposta de Volodymyr Zelensky de um cessar-fogo bilateral durante a Páscoa Ortodoxa e, desde então, a Presidência russa tem-se mostrado relutante em comentar o assunto. 

Zelensky tem proposto um cessar-fogo geral, algo a que o líder russo se opõe veementemente, pois acredita que Kiev o utilizaria para se rearmar e mobilizar mais tropas. 

A proposta ucraniana de tréguas de 30 dias chegou a ser apoiada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

As negociações lideradas por Washington não avançaram em questões-chave, e a atenção diplomática voltou-se nas últimas semanas para o conflito no Médio Oriente.

Os exércitos russo e ucraniano permanecem em combate numa linha da frente de aproximadamente 1.250 quilómetros (800 milhas).

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.