Israel levanta quinta-feira maioria das restrições do estado de emergência
A maior parte das restrições relativas ao estado de emergência impostas a 28 de fevereiro, devido ao ataque israelo-norte-americano ao Irão, vão ser levantadas quinta-feira, explicou hoje o Comando da Frente Interna de Israel.
Tirando a fronteira a norte, com o Líbano, onde o exército continua em guerra, até à baía de Haifa, o maior porto israelita, o resto do país regressará a "atividade normal" a partir das 03:00 de quinta-feira, em horas de Lisboa.
Em muitas zonas, os ajuntamentos continuarão limitados a um máximo de mil pessoas, mas este levantamento significa que as escolas podem reabrir, assim como os negócios e lojas.
Esta decisão surge na sequência da trégua anunciada e abrange também o regresso à normalidade no Aeroporto Ben Gurion, em Telavive, a começar pelas 00:00 de quinta-feira.
Quanto aos locais religiosos em Jerusalém, que a polícia israelita tinha fechado "por razões de segurança" no arranque da guerra, estes também vão poder reabrir.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, aceitou, na terça-feira à noite, suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz que considerou "viável".
O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril (sexta-feira).
Como parte desta trégua, as autoridades de Teerão comprometeram-se a autorizar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, após mais de um mês de um bloqueio parcial que fez disparar os preços de petróleo e gás natural em todo o mundo.
No entanto, esta tarde, o Irão voltou a suspender o tráfego de petroleiros através do estreito, segundo a comunicação social iraniana, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano, que hoje fez dezenas de mortos em Beirute.