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Governo guineense denuncia "retenção" de seis estudantes no aeroporto de Lisboa

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O diretor-geral das Comunidades guineenses no estrangeiro, Braima Mané, denunciou hoje a "retenção" no aeroporto de Lisboa, desde sexta-feira passada, de seis estudantes do país que estariam com documentação incompleta.

O responsável, afeto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, realizou hoje, em Bissau, uma conferência de imprensa na qual indicou que o caso está a ser acompanhado pelos serviços da embaixada guineense em Portugal.

No encontro com jornalistas guineenses, transmitido nas redes sociais, Braima Mané adiantou que, dos seis estudantes "retidos" pelas autoridades aeroportuárias, três receberam, entretanto, autorizações de entrada no território português.

A esse grupo, indicou Mané, juntaram-se mais dois estudantes guineenses "barrados" na fronteira desde sábado passado, aos quais são exigidos Termo de Responsabilidade, Declaração de Alojamento e Comprovativo de matrícula na universidade ou estabelecimento do ensino no qual diz que vai estudar.

O diretor-geral das Comunidades guineenses esclareceu que o caso está a ser seguido pela embaixada do país em Portugal, pela associação de estudantes em Lisboa e ainda por advogados constituídos pelos familiares dos jovens.

"Os familiares constituíram advogados que aguardam pela entrega dos documentos exigidos antes do prazo legal determinado pelas autoridades portuguesas, caso contrário não sabemos o que pode acontecer", enfatizou Braima Mané.

O responsável sublinhou que os estudantes ou candidatos à emigração legal para Portugal devem levar em conta que o facto de terem um visto não lhes garante de forma automática a entrada no território português.

Braima Mané destacou que o viajante terá de, sempre que solicitado, apresentar o comprovativo físico de toda a documentação exigida pelas autoridades na fronteira.

O diretor-geral das Comunidades guineenses afirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros vai abrir um gabinete de atendimento e de orientação aos estudantes para evitar situações que possam conduzir à "retenção" dos mesmos nos aeroportos.

No caso dos estudantes, Braima Mané esclareceu que aqueles não são abrangidos pela cooperação entre os dois países e que são pessoas que viajaram para Portugal a título pessoal.

"Não comunicam ao Governo, nem à embaixada da GB em Portugal. Só somos informados quando são barrados no aeroporto", enfatizou Mané.