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Madeira

Cuidar "com compaixão" é o lema da Pastoral da Saúde

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"A saúde não pode ser um luxo para poucos, mas sim uma condição essencial para a paz social. A cobertura universal de saúde não é apenas um objectivo técnico a ser alcançado; é, antes de tudo, um imperativo moral para as sociedades que desejam se definir justas.” As palavras do Papa Leão XIV, proferidas no mês passado quando recebeu representantes de pastorais da Saúde e a Organização Mundial de Saúde foram lembrada pelo padre José Pinheiro, conferência ‘Cuidado Humano: Transformando a Saúde em Compaixão’, proferida no espaço IDEIA, do parlamento regional e integrada no Dia Mundial da Saúde.

O director nacional da Pastoral da Saúde, a convite do Secretariado Diocesano da Pastoral da Saúde da Diocese do Funchal, proferiu uma conferência em que destacou a importância de concretizar a Doutrina Social da Igreja Católica, no que diz respeito à “dignidade de cada ser humano” e à coesão social, abordando o trabalho das capelanias nas unidades de saúde, nomeadamente de cuidados paliativos.

“Humanizar” os cuidados de saúde e garantir apoio, aos doentes e às famílias, são pontos essenciais de cuidados transformados em “compaixão”.

Antes da conferência de José Pinheiro, a secretária regional de Saúde e Protecção Civil, Micaela Freitas destacou a importância dos cuidados paliativos, numa Região em que 20% da população tem mais de 65 anos e onde se regista um aumento das doenças crónicas e dependências.

“Cuidar com compaixão não é detalhe”, afirmou.

A presidente da Assembleia Legislativa da Madeira sublinhou que o parlamento, que acolheu a conferência, “tem de se associar a causas estruturantes”, neste caso particular “o direito à saúde”.

A “dimensão humana do cuidador” foi destacada por Rubina Leal que lembrou o envelhecimento da população, com “idosos a cuidar de outros idosos” e a importância da aprovação, no parlamento madeirense, do estatuto do cuidador informal.

“Nenhuma resposta clínica, por mais avançada que seja, dispensa a compaixão e a atenção”.