Calheta espera quatro mil motards no domingo
A Calheta prepara-se para receber cerca de quatro mil motards no próximo domingo, no âmbito do Dia Nacional do Motociclista, numa edição marcada por mudanças na organização e por um reforço dos apelos à segurança.
A apresentação decorreu esta tarde no salão nobre da Câmara Municipal da Calheta, onde foi confirmada a dimensão do evento, que regressa ao concelho pelo terceiro ano consecutivo e volta a afirmar-se como um dos maiores encontros do género na Região.
A principal novidade desta edição é o fim da tradicional caravana entre o Funchal e a Calheta. A decisão foi assumida pela organização, que optou por cancelar o percurso devido ao impacto crescente no trânsito e a comportamentos registados em anos anteriores.
O presidente do Club Motards Madeira, Nuno Sousa, admitiu que o modelo se tornou difícil de sustentar, explicando que “o crescimento do número de motas e algumas situações registadas nos últimos anos tornaram a caravana insustentável”, defendendo uma solução que garanta melhores condições de segurança e organização.
Sem desfile, os motociclistas deverão dirigir-se directamente à Calheta, permitindo maior controlo e concentração no recinto do evento.
O programa arranca às 10 horas, com o momento central marcado para o meio-dia, com o cortejo de São Rafael e a bênção dos capacetes, incluindo celebração religiosa no palco.
Durante a tarde, a animação será assegurada com humoristas, música ao vivo, DJ e dança, num ambiente que a organização antecipa como participativo e dinâmico, reunindo clubes e grupos motards de toda a Região.
A presidente da Câmara Municipal da Calheta, Doroteia Leça, destacou o impacto da iniciativa, sublinhando que “este tipo de eventos cria dinâmica no concelho, envolve a população e atrai visitantes”, reforçando a aposta do município na realização de iniciativas que valorizem o concelho da zona Oeste.
Apesar do carácter festivo, a segurança esteve no centro das preocupações. A PSP deixou um aviso claro, garantindo que não haverá margem para incumprimentos e que “as regras de trânsito serão escrupulosamente fiscalizadas ao longo de todo o dia”.
Foram ainda apontadas preocupações por parte dos motociclistas, nomeadamente a falta de empatia de alguns condutores e as dificuldades sentidas na circulação em túneis, devido à acumulação de fumo e limitações na ventilação.
Sem caravana e com milhares de participantes esperados, a edição deste ano aposta num modelo mais controlado, mas não menos expressivo, num encontro que volta a colocar a Calheta no centro do mapa motard regional.