Constituição da República Portuguesa (CRP)

Nesta nossa democracia incompleta e condicionada, o ímpeto reformista de quem governa, é sempre para beneficiar quem já está bem e desgovernar para quem está na base da pirâmide social.

Quem pugna pela democracia, antes quer aquela, do que a autocracia musculada por quem no Parlamento, como foi visível na sessão solene dos 50 anos da CRP, forças ultra retrógradas e neofascistas, querendo destrui-la. O discurso histriónico, obsceno e escandaloso do líder neofascista, do Chega, repleto de falsidades, provocações reles e de manipulações grosseiras/ inverdadeiras, teve nos Constitucionalistas presentes, o abandono do hemiciclo, e bem, como protesto contra a verborreia repulsiva, daquele anticonstitucional e antidemocrata, que deseja criar o caos, a insegurança e o medo - que lhe dá jeito! A democracia dá-lhe azo para erodi-la.

O presidente, Seguro, esteve bem, ao dizer que não é a Constituição a impedir as soluções, que os cidadãos anseiam.

Adiantando, que a CRP não tem dado repostas: no SNS; na habitação [social] e na política laboral.

Esta se surgir em letra de Lei, haverá uma ‘’hecatombe’’ no

mundo do trabalho: mais precariedade; mais horas de trabalho por menor remuneração e, por aí adiante. Será a legalização da escravatura, ficando os trabalhadores propriedade do patronato - sem exagero!

O presidente, jurou cumprir e fazer cumprir a CRP, tem de ter uma ação fiscalizadora e poder de veto no retrocesso civilizacional - do Pacote Laboral. Sendo aprovado é total incumprimento da Constituição da República Portuguesa!

Vítor Colaço Santos