Desmantelada rede ligada à Rússia que planeava mortes e sabotagens na UE
Uma operação internacional desmantelou uma rede ligada aos serviços de segurança russos que preparava assassinatos por encomenda, sabotagens e ataques em vários países da União Europeia (UE), divulgaram na segunda-feira os procuradores ucranianos.
De acordo com a Procuradoria-Geral da Ucrânia, a operação foi realizada em conjunto com investigadores da Polícia Nacional da Ucrânia e agências de vários estados europeus, noticiou o jornal Kyiv Post.
Os investigadores disseram que a rede começou a operar em agosto de 2024, com representantes dos serviços especiais russos a dirigir atividades a partir de fora da UE e a utilizar intermediários controlados para organizar atos violentos dentro dos Estados-membros.
As autoridades disseram ter identificado os organizadores, intermediários, financiadores e potenciais autores dos crimes planeados.
Um dos principais alvos era a Lituânia, mas os investigadores afirmaram que as atividades da rede se estendiam para além do país do Báltico, incluindo discussões sobre ataques contra militares e figuras públicas na Ucrânia e planos de sabotagem e provocações noutros Estados-membros da UE.
Os procuradores afirmaram que os suspeitos recolheram informações sobre instalações e equipamento militar destinados à Ucrânia, planearam ataques incendiários contra infraestruturas e realizaram sabotagens a uma empresa militar.
Os investigadores adiantaram também que os suspeitos realizaram vigilância secreta a longo prazo sobre duas pessoas, uma figura pública russa que tinha recebido asilo político na Lituânia e um cidadão lituano conhecido por apoiar a Ucrânia.
Cidadãos da Bielorrússia, Geórgia, Grécia, Letónia, Moldova, Rússia e Ucrânia também estiveram envolvidos em diversas funções, incluindo vigilância, recrutamento de atacantes, financiamento, logística e comunicações, segundo dados citados pelo jornal ucranianos.
Os suspeitos terão sido recrutados através de intermediários, incluindo pessoas com antecedentes criminais.
O financiamento das operações foi assegurado através de canais controlados pelos serviços de informação russos, utilizando documentos falsificados e contas registadas com identidades falsas para ocultar a origem dos fundos, afirmaram os procuradores.
No âmbito da operação internacional, as forças de segurança realizaram detenções e buscas em toda a UE.
As autoridades lituanas emitiram acusações contra 13 indivíduos, detiveram nove e emitiram mandados de detenção europeus para outros quatro.
Três suspeitos detidos no estrangeiro já foram extraditados para a Lituânia, enquanto outras duas transferências estão pendentes.
Os procuradores apontaram ainda que a rede envolvia dezenas de indivíduos e operava em vários países europeus.