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Madeira

Alunos interessados, mas História da Madeira fica fora do programa

Professor defende mais espaço para conteúdos locais; Albuquerque enaltece autonomia

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O professor Olavo Teixeira destacou o interesse dos alunos pelas iniciativas promovidas na escola, sublinhando que “são muito curiosos, activos e empreendedores”, com participação também da associação de estudantes na organização de actividades.

À margem da conferência sobre os 50 Anos da Autonomia, a decorrer na Escola Secundária Francisco Franco, defendeu a necessidade de tornar a comunicação dos temas mais clara para os alunos, afirmando que cabe também aos adultos “transmitir a mensagem de uma forma mais objectiva para que eles percebam o real impacto destes assuntos na vida deles”.

Apesar do interesse demonstrado, o docente explicou que a História da Madeira não é aprofundada nas aulas devido às limitações do programa. “Temos um programa extensíssimo”, referiu, acrescentando que não há margem para desenvolver estes conteúdos no 12.º ano.

Ainda assim, salientou que a autonomia regional é enquadrada no estudo da Constituição de 1976 e da Revolução de 25 de Abril, permitindo abordar o Estatuto Político-Administrativo e o funcionamento das instituições regionais.

Olavo Teixeira defendeu também o papel das actividades complementares. “A escola não se encerra nas quatro paredes da sala de aula”, afirmou, apontando conferências e visitas de estudo como formas importantes de aprendizagem informal. Recordou ainda que chegou a propor a criação de uma disciplina opcional de História da Madeira, iniciativa que não avançou por “questões burocráticas”, considerando difícil a sua integração no programa nacional.

Também à margem da conferência, onde é orador convidado, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, destacou o papel da autonomia na história da Região. “O alicerce base da força transformadora do povo madeirense foi, sem sombra de dúvida, a conquista da autonomia”, afirmou.

O governante sublinhou que a autonomia política permitiu aos madeirenses e porto-santenses “decidirem democraticamente o seu destino político”, acrescentando que a integração na União Europeia foi igualmente determinante, ao contribuir para o desenvolvimento económico e social e para uma maior coesão.