Chega quer "quotas específicas de pesca para as regiões autónomas"
Francisco Gomes denunciou, durante audição ao ministro, "a presença de embarcações estrangeiras nos mares da Madeira e dos Açores"
O deputado do Chega (CH) eleito pela Madeira, Francisco Gomes "exigiu, em audição ao ministro da Agricultura e Pescas, a criação de quotas específicas para as regiões autónomas, colocando esta medida no centro da defesa dos pescadores da Madeira e dos Açores e denunciando a ausência de uma estratégia nacional ajustada à realidade insular", lê-se numa nota de imprensa da actividade parlamentar.
O parlamentar madeirense "acusou a República de nada fazer pelos pescadores da Madeira, denunciando o abandono do setor, em especial no que diz respeito às quotas de atum patudo e à renovação da frota da pesca da espada". As declarações foram feitas durante um período de perguntas a José Manuel Fernandes, no qual o deputado "exigiu medidas concretas para proteger os pescadores das regiões autónomas e garantir a sustentabilidade de uma atividade que considera vital para a economia insular".
Francisco Gomes salienta que "a República virou as costas aos pescadores da Madeira. Não há estratégia, não há defesa do setor e não há respeito por quem vive do mar. Os pescadores estão entregues à loucura, à incompetência e aos caciques da Direção Regional das Pescas", acusa.
Na Assembleia da República, sublinhou que "a criação de quotas específicas para o atum patudo nas regiões autónomas é essencial, sublinhando que a pesca praticada na Madeira e nos Açores é artesanal e não pode ser tratada da mesma forma que a pesca industrial", ressalva.
Por isso, exigiu "o cumprimento das promessas feitas aos armadores da espada no que diz respeito à renovação da frota, alertando para o envelhecimento das embarcações e para os riscos associados à falta de investimento", acrescentando que "prometem tudo aos pescadores e depois não cumprem nada. A frota envelhece, os riscos aumentam, o governo continua a assobiar para o lado e os pescadores passam semanas no mar, em barcos com trinta anos. Estão à espera de que alguém morra?", questiona.
Francisco Gomes "denunciou também, durante a audição, a presença de embarcações estrangeiras nos mares da Madeira e dos Açores, as quais, segundo afirmou, praticam pesca ilegal, sem que haja uma resposta por parte das autoridades", considerando que "esta situação constitui uma ameaça aos recursos marítimos e à sobrevivência dos pescadores locais".
"O nosso mar está a ser saqueado à frente de todos e ninguém faz nada", acusa. "Isto é uma vergonha e mais um sinal de que querem matar as pescas nas ilhas e que se estão a marimbar para os homens do mar".