Secretária da Educação não comenta toxinfecção no Auxílio Maternal
Encarregados de educação continuam a relatar falta de informação clara por parte da direcção da instituição
A secretária regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, não quis comentar o surto de toxinfecção alimentar registado e confirmado pela Autoridade Regional de Saúde na creche Auxílio Maternal, no Funchal, que afectou pelo menos 13 crianças, esta quarta-feira.
Autoridade de Saúde confirma toxinfecção alimentar na creche Auxílio Maternal
A investigação em curso aponta para origem alimentar e situação está sob vigilância
A recusa de declarações ocorreu à margem da apresentação do livro 'O Manual Escolar', de Nuno Crato, que decorreu no Colégio dos Jesuítas. Questionada pelo DIÁRIO sobre o caso, a tutelar da pasta optou por não prestar qualquer esclarecimento.
Encarregados de educação queixam-se de falta de "informação clara"
Apesar disso, o DIÁRIO continua a receber relatos de encarregados de educação preocupados com a situação e com a falta de informação por parte da instituição. Um desses testemunhos, que pediu anonimato por receio de represálias, descreve o caso como “extremamente preocupante”, referindo que, só na turma do seu educando, sete crianças terão sido afectadas.
O mesmo encarregado de educação aponta ainda para a ausência de comunicação clara por parte da direcção da creche, sublinhando que, até ao momento, não foram prestados esclarecimentos detalhados aos pais sobre as causas do surto, os alimentos envolvidos ou as medidas adotadas para evitar novas situações.
Alegada intoxicação alimentar na creche Auxílio Maternal afecta 13 crianças
Presidente da direcção da creche garante que a situação está a ser monitorizada pelas autoridades de saúde
Entre as principais preocupações manifestadas estão a origem da toxinfecção, as condições de higiene e segurança alimentar, bem como a falta de informação atempada. “Estamos a falar de crianças muito pequenas, totalmente dependentes da responsabilidade da instituição”, refere, acrescentando que a ausência de respostas é “alarmante e inaceitável”.
As autoridades de saúde mantêm a investigação em curso, apontando, numa análise preliminar, para uma possível contaminação pontual de um alimento. A presidente da direcção da creche, Graça Moniz, no dia de ontem, assegurou, em declarações ao DIÁRO, que a creche cumpre os requisitos de segurança alimentar, com a confecção das refeições a ser feita no local e sob controlo técnico. “Temos uma máxima preocupação com a segurança alimentar. Temos implementado o regime de HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo) e respeitamos todos os procedimentos”, frisou a dirigente.
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