Repsol anuncia acordo para retomar actividade petrolífera a 100% na Venezuela
A Repsol vai retomar a 100% a atividade de exploração de petróleo na Venezuela, após a assinatura de um acordo com o Governo de Caracas, anunciou hoje a empresa.
Com este acordo e a retoma das operações diárias na Venezuela, a empresa energética espanhola prevê aumentar a produção de petróleo no país em 50% nos próximos 12 meses e triplicá-la num período de três anos, segundo um comunicado divulgado hoje pela Repsol.
A produção bruta de petróleo da Repsol atualmente na Venezuela são 45 mil barris por dia, disse a empresa.
O acordo assinado com o Governo da Venezuela e a empresa estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) estabelece que a Repsol volta a ter o controlo operacional do campo petrolífero Petroquiriquire e garante "mecanismos de pagamento".
A Petroquiriquire é detida em 60% pela PDVSA e em 40% pela Repsol.
A Repsol foi uma das empresas energéticas que obteve em fevereiro licenças por parte dos Estados Unidos - que fizeram uma intervenção militar em 03 de janeiro na Venezuela e capturaram o então Presidente, Nicolás Maduro - que lhe permitem operar no país da América Latina.
O acordo agora assinado insere-se no âmbito dessa licença, disse a Repsol, no mesmo comunicado divulgado hoje, no qual lembrou que opera de forma ininterrupta na Venezuela desde 1993.
No mês passado, a Venezuela assinou já um acordo para "garantir o fornecimento de gás" com a Repsol e a italiana Eni, divulgou então a Presidente interina do país, Delcy Rodríguez.
Em 19 de fevereiro, quando apresentou os resultados da Repsol em 2025, o presidente executivo da empresa, Josu Jon Imaz, disse estar otimista quanto ao futuro da Venezuela e que a empresa se preparava para restabelecer as operações diárias no país e aumentar a produção bruta de petróleo.
Josu Jon Imaz disse que a empresa espera aumentar em 50% a produção bruta de petróleo em 12 meses na Venezuela e triplicá-la em três anos.
A Repsol, presente em Portugal, teve lucros de 1.899 milhões de euros no ano passado, mais 8,1% do que em 2024.