Ribeira Brava volta a ser a capital das filarmónicas com o 41.º Encontro Regional de Bandas
O evento foi apresentado, esta quarta-feira, por Rafael Mendes, da Associação de Bandas Filarmónicas, Jorge Santos, presidente da Câmara da Ribeira Brava, e ainda Eduardo Jesus, secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura
O evento, que decorre já este fim-de-semana, reúne 12 bandas da Região e a Banda Militar da Madeira. Um dos pontos altos será o concerto comemorativo dos 50 anos da Autonomia, na sexta-feira, com a participação de Elisa Silva e Tiago Sena
A Ribeira Brava prepara-se para acolher, mais uma vez, o Encontro Regional de Bandas Filarmónicas, que chega este ano à sua 41.ª edição. O evento foi apresentado oficialmente esta quarta-feira, com a presença de representantes da Associação de Bandas, da autarquia e do Governo Regional, reforçando a "marca" indissociável entre o concelho e a música filarmónica.
Um palco de história e celebração
Rafael Mendes, da Associação de Bandas Filarmónicas, sublinhou a importância simbólica do local: "Fazemos questão de salientar que foi aqui na Ribeira Brava que se acolheu a primeira edição e, daqui para cá, tem sido um marco importante". O responsável destacou que o encontro é a oportunidade ideal para as bandas se revelarem em desfile e concerto, celebrando o património musical da Madeira.
Este ano, o programa inclui um momento especial na sexta-feira, dia 17: um concerto integrado nas comemorações dos 50 anos da Autonomia. "As bandas são marcos da nossa história e vivência", afirmou Rafael Mendes, revelando que o espectáculo contará com músicos de várias filarmónicas, o suporte da Banda Militar da Madeira e as vozes de Elisa Silva e Tiago Sena.
"A marca Ribeira Brava"
Para Jorge Santos, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, o evento é já um património do concelho. "Acho que o Encontro de Bandas está mais do que cimentado na Ribeira Brava. Já é uma marca nossa", afirmou o autarca, destacando o papel cívico e humano das bandas: "É um espaço intergeracional. Vejo aqui todos os dias a quantidade de miúdos que andam ali na partilha e no envolvimento social".
Jorge Santos aproveitou para agradecer à Associação de Bandas pelo esforço em manter vivo o encontro e reiterou o compromisso do município com a cultura e as tradições.
Identidade e Longevidade
O secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, enalteceu a longevidade do projecto, considerando-o um dos acontecimentos culturais mais antigos da Região. "O Encontro Regional de Bandas é a Ribeira Brava. Foi algo que nasceu aqui e se amarrou a esta população", frisou.
As bandas conquistam desde as crianças mais pequenas aos mais velhos. É um projecto intergeracional. E tem uma faculdade muito grande. Não é satisfazer só públicos de gerações diferentes, mas é integrar essas gerações. E hoje nós sabemos muito bem que a riqueza de uma experiência de um jovem com alguém que já foi jovem há muitos, muitos anos, mas que tem em si a experiência da vida é qualquer coisa de extraordinário. Porque a experiência não é uma coisa que se compra, que se pede emprestado, que se rouba. Não, a experiência só tem ou não tem. Para ter experiência tem que viver. E é isto que a vida nos deixa. Portanto, colocar à disposição dos jovens os mais experientes e interagir desta forma é extraordinariamente importante para termos uma sociedade diferente. E as bandas fazem, promovem exactamente isso. Eduardo Jesus
Eduardo Jesus destacou ainda a riqueza histórica das bandas participantes: "Das 12 bandas que aqui vêm, nove têm mais de 100 anos. Isto é uma expressão riquíssima de uma herança cultural que transporta o nosso ADN". O governante salientou também o impacto emocional do evento para os novos músicos, descrevendo-o como um "debut" inesquecível para quem se apresenta ao público pela primeira vez.