Protecção Civil inicia testes sectoriais ao Plano Regional de Emergência
Estão previstos 11 exercícios ao longo de 2026
O Serviço Regional de Proteção Civil iniciou, esta segunda-feira, 13 de Abril, o plano anual de exercícios aprovado pela Comissão Regional de Proteção Civil, numa iniciativa que prevê a realização de 11 exercícios ao longo de 2026, 10 sectoriais e 1 de escala total.
Segundo o Serviço Regional de Proteção Civil, trata-se de “uma abordagem pioneira que vai cobrir as 10 áreas de intervenção do Plano Regional de Emergência de Proteção Civil”.
O primeiro exercício incidiu sobre os procedimentos de gestão administrativa e financeira perante uma ocorrência complexa, tendo sido realizado em formato Table Top Exercise (TTX), ou seja, “de natureza de decisão, sem movimentação de meios ou comunicações externas”, decorrendo em sala nas instalações do Serviço Regional de Proteção Civil, durante três horas.
A iniciativa envolveu cerca de 40 participantes de várias unidades orgânicas do Serviço Regional de Proteção Civil com responsabilidades nas áreas da contratação, gestão financeira e patrimonial e gestão de emergências do Comando Regional de Operações de Socorro, bem como representantes da Secretaria Regional das Finanças, dos serviços municipais de protecção civil e do Centro de Coordenação Operacional Regional.
De acordo com o Serviço Regional de Proteção Civil, o cenário permitiu testar a articulação entre os níveis municipal e regional, bem como os procedimentos de mobilização, requisição e utilização de meios e recursos.
O objectivo passou ainda por “estabelecer ou ajustar os mecanismos de controlo na utilização racional e rigorosa de meios e o seu registo temporal”, assim como identificar melhorias na coordenação institucional, na gestão documental e na articulação entre entidades, evitando “sobreposições de financiamento ou fornecimento e desperdício”.
A acção permitiu igualmente avaliar a operacionalidade dos planos e a implementação dos protocolos com as entidades detentoras de recursos e serviços essenciais à resposta a acidentes graves ou catástrofes.