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Guerra no Irão Mundo

Sobe para 357 número de mortos em ataques israelitas no Líbano

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Os ataques israelitas de quarta-feira no Líbano mataram pelo menos 357 pessoas, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês, enquanto Israel afirmou ter morto mais de 180 membros do movimento Hezbollah nesses ataques.

O novo balanço aponta para "357 mártires e 1.223 feridos", indicou o Ministério libanês num comunicado, precisando que "este balanço não é definitivo", uma vez que as operações de busca nos escombros e de identificação das vítimas continuam.

Um balanço anterior das autoridades libanesas dava conta de pelo menos 303 mortos.

Por seu lado, o exército israelita afirmou, momentos após o comunicado do Ministério libanês, ter matado na quarta-feira mais de 180 combatentes do grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão, durante os ataques no Líbano.

"De acordo com uma primeira avaliação dos serviços de informação do exército, mais de 180 terroristas do Hezbollah foram eliminados", indicou no comunicado militar.

O exército israelita tinha já anunciado o desmantelamento de mais de 4.300 instalações do Hezbollah e eliminado 1.400 elementos no Líbano desde o recomeço dos confrontos entre as partes em 02 de março.

Os soldados israelitas localizaram acima de 1.250 armas, incluindo 'rockets' de longo alcance, mísseis antitanque, lança-foguetes RPG, engenhos explosivos improvisados e outros equipamentos militares, acrescentou o exército.

Quarta-feira foi o dia mais sangrento desde o recomeço das hostilidades entre Israel e o Hezbollah e ocorreu em pleno arranque de um frágil cessar-fogo acordado pelos Estados Unidos e pelo Irão, para abrir espaço a negociações sobre o conflito que atinge a região do Golfo desde 28 de fevereiro.

Washington e Telavive argumentaram que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano, apesar do Paquistão, país mediador, ter inicialmente indicado o contrário.

Após pressão do Presidente norte-americano, Donald Trump, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira que aceitou iniciar negociações com Governo libanês, com vista a desarmar o Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.

Ao longo das últimas semanas, Israel desencadeou uma forte campanha de bombardeamentos no Líbano, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no anterior conflito, o que causou mais de um milhão de deslocados.

A situação no Líbano deverá ser um dos pontos nas negociações, previstas para sábado em Islamabad, entre os enviados norte-americanos e iranianos sobre a guerra no golfo Pérsico, a par do apoio financeiro e militar de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah, o palestiniano Hamas e os Huthis no Iémen.