JPP afirma que medidas anunciadas pelo Governo Regional "não chegam ao povo"
O JPP afirma que as medidas anunciadas pelo Governo Regional, relacionadas com o preço dos combustíveis, “não chegam ao povo, não baixam o preço dos bens essenciais, não atenuam as crescentes dificuldades das famílias, não reduzem o elevado custo de vida”. Paulo Alves lamentou que o Governo Regional do PSD/CDS esteja a “beneficiar com esta crise, a arrecadar mais receita por via do ISP e do IVA sobre os combustíveis, batendo recordes de receitas, enquanto os madeirenses batem recordes de perda de poder de compra”.
Numa conferência realizada hoje, na sala de imprensa da Assembleia Legislativa da Madeira, o deputado fez questão de recordar que "o cabaz alimentar está no nível mais elevado desde 2022, a inflação, entre Janeiro e Abril, disparou em todo o país, mas na Madeira há um agravamento de 1,2 pontos percentuais em relação à inflação registada no continente e mais 1,9 pontos percentuais do que nos Açores”.
Para o parlamentar, era expectável que as medidas anunciadas visassem não só as empresas de transportes e transitários, mas um “pacote mais abrangente”. “Neste contexto era imperioso e de justiça elementar baixar os impostos sobre os produtos petrolíferos, gasolina e gasóleo, que no último mês aumentou 40%, e o gás de botija que continua por regular com um aumento de 25% no espaço temporal de um mês”, referiu.
O deputado acrescentou outra medida que “depende apenas deste Governo PSD/CDS e não de mais ninguém, que é aplicar o diferencial fiscal de 30% na taxa geral do IVA, o que faria com que o gasóleo, por exemplo, ao preço atual que está na Região, com esse diferencial fiscal, custaria cerca de menos 11 cêntimos/litro”.
Paulo Alves disse que as medidas anunciadas pelo secretário regional da Economia, “são insuficientes e são reveladoras da profunda insensibilidade de um Governo que colocou mais de 53 mil pessoas em risco de pobreza e está a fazer desaparecer a classe média”.
O JPP disse esperar que o titular da pasta da Economia venha explicar para que serve o “Observatório Cabaz RAM” anunciado “com pompa e circunstância” na comunicação social a 20 de Março. “Fazem acompanhamento da evolução dos preços? Se sim, para que serve essa informação? Essa iniciativa permite ao Governo sinalizar a especulação de preços que já poucos negam?”, questiona.
O JPP adiantou os preços de alguns produtos essenciais que têm feito parte dos telejornais nacionais, para o caso de o secretário da Economia ainda não ter descortinado o grau de agravamento desses produtos. Eis alguns: massas mais 24%; atum em conserva mais 16%; Legumes mais 16%; a carne de bovino e o peixe mais que duplicou o preço desde 2022; os ovos aumentaram 84%.
Paulo Alves estranha que três semanas depois de anunciado “ainda não se tenha percebido para que serve o Observatório Cabaz RAM, se é para ajudar apenas as empresas e deixar de fora as pessoas e as famílias que são quem realmente estão a pagar a crise e a encher os cofres do Governo Regional”.