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Madeira

Nova Direita denuncia alegada má gestão na Casa do Povo de Santa Maria Maior

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O partido Nova Direita tornou públicas denúncias de alegada má gestão na Casa do Povo de Santa Maria Maior, na cidade do Funchal.

Em nota emitida, o partido relata que foi recebida uma denúncia indicando que funcionários da instituição terão salários em atraso, bem como os subsídios de férias e de Natal referentes a 2025. Estariam igualmente por regularizar valores retroactivos relativos a aumentos salariais entre Janeiro e Julho do mesmo ano.

Segundo a Nova Direita, a instituição recebe um apoio anual de 30.020 euros do Governo Regional da Madeira, ainda assim "não se verifica o cumprimento atempado do pagamento dos salários aos respetivos funcionários”, afirma o partido, que questiona a gestão dos fundos. 

A Casa do Povo de Santa Maria Maior é também responsável pela organização da Expo Tropical, evento que, segundo a Nova Direita, já terá sido alvo de denúncias relacionadas com alegado não pagamento a artistas que realizaram actuações.

Outra das questões levantadas prende-se com o funcionamento interno da instituição. Segundo o partido, “o presidente da instituição terá aprovado actas sem a realização das respectivas reuniões de assembleia”, situação que, afirma, levanta dúvidas quanto à "transparência da gestão".

O coordenador da Nova Direita, Paulo Azevedo, informa ter enviado um e-mail ao presidente da instituição a solicitar a regularização urgente dos salários em atraso. No contacto, o dirigente político sublinha que “os funcionários dependem destes rendimentos para a sua subsistência”.

No mesmo pedido foram também solicitados esclarecimentos sobre a aplicação das verbas atribuídas pelo Governo Regional.

Perante as denúncias, Paulo Azevedo pede a intervenção do Governo Regional da Madeira e do Tribunal de Contas para que seja realizada uma fiscalização à gestão da instituição.