Cetáceo encontrado morto é uma baleia de bico
Coordenador da Unidade de Ciências do Museu da Baleia confirma espécie do animal encontrado, bem como a realização de uma necrópsia e recolha de amostras biológicas para investigação científica
O animal encontrado morto na manhã desta quarta-feira, no mar do Caniço, foi identificado como sendo uma Baleia de bico de Blainville e não um golfinho, como as primeiras informações indicavam, tendo em conta as semelhanças entre as duas espécies.
Golfinho encontrado morto no Caniço
Um golfinho foi encontrado morto, durante a manhã de hoje, a boiar no mar em frente ao complexo balnear do Galo Mar, no Caniço de Baixo. A situação mobilizou vigilantes da natureza e elementos da Polícia Marítima, que se deslocaram ao local para acompanhar e monitorizar a ocorrência.
O alerta foi dado por populares que avistaram o cetáceo a boiar junto ao complexo balnear do Galo Mar, tendo a ocorrência mobilizado a Polícia Marítima, o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) e o Museu da Baleia da Madeira.
Em declarações ao DIÁRIO, Luís Freitas, coordenador da Unidade de Ciência do Museu da Baleia, confirmou a espécie e esclareceu que o animal será agora alvo de uma intervenção científica detalhada. "Vamos fazer uma necrópsia para tentar perceber as causas da morte. Serão recolhidas amostras biológicas para diversos estudos, incluindo conteúdos estomacais e amostras de pele. Depois, o esqueleto será limpo para integrar as colecções de referência", explicou o responsável.
A operação de recolha e transporte ficou a cargo do Museu da Baleia, entidade que coordena a Rede de Arrojamentos de Cetáceos do Arquipélago da Madeira (R.A.C.A.M.).
O coordenador, na ocasião, relembrou a importância de qualquer avistamento de animais mortos ou debilitados ser reportado de imediato através da rede SOS e Salvagem.
"Isto é sempre bom relembrar. As pessoas quando encontram animais destes mortos que reportem ao Museu da Baleia ou às autoridades marítimas ou ao Instituto de Floresta e Conservação da Natureza através da rede da SOS e da Salvagem. Depois o animal, dependendo das dimensões e das condições, pode ser trazido para o museu.", concluíu Luís Freitas.
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