Israel regista diminuição contínua de disparos de mísseis por Teerão
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram hoje que o número de mísseis iranianos disparados contra o país está a diminuir diariamente.
"Neutralizámos aproximadamente 300 lançadores de mísseis balísticos. Acreditamos que as nossas operações contra estes lançadores e arsenais de mísseis explicam, em grande parte, porque estamos a assistir a uma diminuição do número de mísseis disparados contra Israel diariamente", afirmou o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz militar.
Também o Comando Central das forças armadas norte-americanas (CENTCOM) reivindicou na terça-feira ter destruído centenas de mísseis balísticos desde o início dos ataques contra o Irão no sábado.
Num vídeo de atualização publicado nas redes sociais, o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que os ataques lançados em conjunto com Israel atingiram 2.000 alvos e permitiram, nas primeiras 100 horas de operações, "degradar severamente as defesas aéreas iranianas".
"E não iremos parar, vamos continuar a conduzir operações dinâmicas direcionadas contra os lançadores móveis de mísseis balísticos para destruir o que caracterizaria como a capacidade remanescente de lançamento" do Irão, afirma Cooper.
Numa missão num porto militar no sul do Irão, dezenas de bombardeiros norte-americanos "afundaram toda a Marinha iraniana", com 17 navios destruídos, "incluindo o mais operacional submarino iraniano".
Além de navios e centenas de mísseis balísticos, também foram destruídos 'drones', segundo o responsável do CENTCOM.
Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", tendo matado o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.
O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortos.
Trump afiançou que a ofensiva ao Irão vai continuar por mais algumas semanas, até que todo o seu programa de mísseis, Marinha e capacidade nuclear sejam destruídos, e avisou que a "grande onda" de ataques ainda não foi lançada e pode chegar "muito em breve".