Mais de 100 projéteis disparados por Hezbollah contra Israel
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram hoje que a milícia xiita pró-iraniana Hezbollah lançou nas últimas horas mais de 100 projéteis contra o país.
Segundo a imprensa local, num dos ataques um 'rocket' atingiu vários carros estacionados na localidade costeira de Nahariya, no norte do país, matando um homem.
Trata-se da segunda vítima mortal de um projétil do Hezbollah desde que este grupo atacou Israel a 02 de março, em resposta à ofensiva israelo-norte-americana no Irão, iniciada a 28 de fevereiro.
No Líbano, a ofensiva israelita por via aérea e terrestre já causou mais de 1.100 mortos e um milhão de deslocados, segundo as autoridades locais.
Também hoje, pelo menos dez salvas de mísseis foram dirigidas à região de Telavive e ao centro de Israel, e ainda a Jerusalém e à cidade costeira de Haifa, no norte, causando danos.
Até ao momento, registaram-se em Israel 18 mortos devido a mísseis iranianos e projéteis do Hezbollah.
O Exército calcula que o Irão tenha lançado mais de 400 mísseis contra o seu território, com uma taxa de interceção de 92%.
As zonas a norte de Israel têm sido alvo de ataques por parte do grupo pró-iraniano.
Na terça-feira, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou que as Forças Armadas vão criar uma linha de defesa avançada desde a fronteira israelita até ao rio Litani no sul do Líbano e que teria cerca de 30 quilómetros de área.
Numa gravação divulgada pelo seu gabinete, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira que Israel estava a alargar a "zona tampão" no Líbano para "afastar a ameaça dos mísseis" do Hezbollah.
As FDI afirmaram hoje ter morto 700 membros do Hezbollah desde início da ofensiva no Líbano.
O exército israelita anunciou ainda a morte "em combate" de dois soldados no sul do Líbano, elevando para quatro o número de soldados israelitas mortos no sul do país desde o início do conflito com o Hezbollah.
Por sua vez, o movimento xiita disse que vai intensificar os ataques contra Israel, incluindo contra as tropas israelitas que avançam na incursão pelo sul do Líbano.
O líder da oposição israelita, Yair Lapid, acusou hoje o Governo chefiado por Benjamin Netanyahu de conduzir o país para uma "catástrofe de segurança" devido à escassez de tropas para várias frentes militares "sem estratégia".
Num pronunciamento televisivo, Lapid acusou o executivo de enviar o exército para "combater em múltiplas frentes sem estratégia, sem os recursos necessários e com um número muito reduzido de soldados", em plena ofensiva lançada em 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra o Irão e também contra movimento xiita pró-iraniano Hezbollah no vizinho Líbano.
"Os nossos pilotos, os nossos combatentes estão a escrever capítulos gloriosos na história do Estado de Israel... Mas as Forças de Defesa de Israel estão a ser levadas ao limite", alertou o político israelita, criticando o Governo de deixar "o exército ferido, abandonado no campo de batalha".
Segundo a imprensa israelita, Yaer Lapid salientou "dez sinais de alerta" que disse terem sido levantados pelo comandante do exército, Eyal Zamir, numa reunião com o executivo, dos quais concluiu que as forças armadas podem entrar em colapso em breve devido às crescentes exigências operacionais e à escassez de pessoal.