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Madeira

PS exige maior aposta nos centros de saúde e nos cuidados continuados para aliviar caos nas urgências

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A presidente do PS-Madeira exige ao Governo Regional uma aposta efectiva ao nível dos centros de saúde e dos cuidados continuados, de modo a aliviar a pressão sobre o serviço de urgências do Hospital e garantir a prestação dos cuidados de saúde adequados aos doentes.

Em conferência de imprensa realizada esta manhã, Célia Pessegueiro manifestou a sua preocupação em relação à situação que se vive naquele serviço e que já levou a que, no espaço de apenas dois meses, os enfermeiros tenham apresentado declarações de escusa de responsabilidade. Este facto mostra bem o estado a que chegou a Saúde na Madeira, considerou a presidente dos socialistas madeirenses, expressando a sua solidariedade para com estes profissionais, que fazem tudo o que podem com as poucas condições de que dispõem.

A líder socialista alertou para os relatos frequentes dos profissionais sobre a falta de espaço para acolher os doentes, devido à acumulação de outros doentes nos corredores, quando "deveriam estar a ser encaminhados para internamento ou para uma rede de cuidados continuados que continua a não dar resposta".

Célia Pessegueiro mostrou igualmente a sua preocupação em relação ao facto de as ambulâncias ficarem retidas à porta das urgências a aguardarem que haja vagas para entregarem os doentes. "Isto também põe em risco o serviço de socorro, porque uma ambulância que fica ali meia hora, uma hora, ou até mais, é uma ambulância que não está disponível para o socorro lá fora", alertou.

A presidente do PS-M lembrou que estes problemas já vêm sendo sinalizados há mais tempo, com testemunhos recorrentes da falta de condições dos profissionais para prestarem os cuidados de saúde adequados a doentes que chegam em situação de urgência. "O sistema, quando falha, falha transversalmente", afirmou, reforçando a necessidade de os cuidados de saúde primários (centros de saúde) serem dotados dos recursos adequados para funcionarem devidamente, o que evitaria que uma parte significativa das situações, como gripes, evoluíssem e chegassem às urgências. Do mesmo modo, frisou, a rede de cuidados continuados tem de funcionar.

A outro nível, e numa altura em que o Hospital Central e Universitário da Madeira se encontra em construção, devendo estar disponível depois de 2030, Célia Pessegueiro voltou a vincar que o Governo Regional tem de fazer o planeamento atempado dos profissionais de saúde que serão necessários (médicos, enfermeiros e outros profissionais) e proceder à sua contratação, para garantir que seja dada a resposta adequada.