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México denuncia morte de 13 cidadãos sob custódia nos EUA

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O Governo do México denunciou hoje a morte de 13 cidadãos nos Estados Unidos, no último ano, durante operações anti-imigração ou sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) norte-americano.

As mortes foram referidas numa conferência de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano, que associou os casos ao endurecimento das políticas migratórias implementadas desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Na semana passada, o Governo mexicano já tinha condenado como inaceitável a morte de outro cidadão mexicano detido pelo ICE, exigindo às autoridades norte-americanas a abertura de uma "investigação minuciosa".

Já esta semana, um relatório do Governo dos EUA tinha concluído que as famílias mexicanas foram as mais visadas por detenções de migrantes realizadas pelas autoridades norte-americanas em 2025.

De acordo com esse relatório, 39.034 famílias mexicanas foram detidas ao longo do ano, seguindo-se 27.953 venezuelanas, 13.209 hondurenhas e 9.643 guatemaltecas, mantendo os mexicanos como a principal nacionalidade a ser visada pelas autoridades das fronteiras norte-americanas.

As detenções ocorreram no âmbito de uma política migratória mais restritiva, que tem contribuído para um aumento significativo das ações de fiscalização e deportação nos EUA.

Várias organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos têm criticado a atuação das autoridades, acusando o Governo de promover uma estratégia de detenções em larga escala.