Jovens criam mapa digital para denunciar más práticas de acessibilidade
Uma iniciativa coordenada pela Associação My Madeira Island e cofinanciada pelo Programa Erasmus+ da União Europeia vai possibilitar o lançamento de um mapa digital que identifica más práticas e falhas no acesso a espaços públicos, no âmbito do projecto 'Inclusive Cities: Youth for Accessible Urban Spaces'.
Segundo explica a associação, esta ideia surgiu de uma proposta de jovens que identificaram dificuldades de acesso em vários locais públicos do Funchal e de outros concelhos da Região, incluindo estações dos CTT, centros de juventude e edifícios administrativos. Segundo os participantes, "muitos destes espaços continuam a apresentar barreiras significativas para pessoas com deficiência motora, mobilidade reduzida, pais com carrinhos de bebé e outros cidadãos".
“A acessibilidade é um dos principais factores de exclusão social para pessoas com deficiência motora e mobilidade reduzida. Muitas vezes tornam-se invisíveis na sociedade e sentem-se afastadas dos processos de decisão”, afirma André Santos, da My Madeira Island.
Por esse motivo, o mapa digital irá destacar os locais mais problemáticos, com o objectivo de chamar a atenção de urbanistas, decisores políticos e entidades públicas para a necessidade de soluções concretas. "A plataforma permitirá também a participação do público em geral, que poderá submeter sugestões de locais que necessitam de intervenção", explica em nota à imprensa.
O projecto é desenvolvido em parceria com a organização italiana Uniamoci, sediada em Palermo, que apoia pessoas com deficiência e possui experiência em advocacia e inclusão social. Além da Madeira, será criado um mapa semelhante para a Sicília.
Os interessados em colaborar na implementação do projecto na Madeira podem contactar a organização através do endereço electrónico [email protected].