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Madeira

USAM denuncia desigualdades laborais e assinala Semana da Igualdade no Funchal

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A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) promoveu, esta segunda-feira de manhã, uma acção de sensibilização no centro do Funchal, com distribuição de um boletim informativo a trabalhadores e população em geral, no âmbito da Semana da Igualdade, iniciativa associada às comemorações do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, assinalado a 8 de Março.

A acção, dinamizada pela Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da estrutura sindical, culminou com declarações no Largo do Phelps, onde o coordenador da USAM, Alexandre Fernandes, alertou para a persistência de desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Segundo explicou, a iniciativa integra um conjunto de actividades promovidas a nível nacional pela CGTP-IN, acompanhadas pela divulgação de estudos realizados ao longo de 2025. “Foram feitos cinco estudos relacionados com salários, precariedade, teletrabalho, horários e desemprego, que nos permitem evidenciar as desigualdades que continuam a existir”, afirmou.

De acordo com o dirigente sindical, os dados revelam que as mulheres continuam a ser mais afectadas pelo desemprego e pelos baixos salários. “A mulher trabalhadora é aquela que tem ofertas salariais mais baixas em todos os níveis e também horários de trabalho mais longos”, sublinhou, acrescentando que a precariedade laboral permanece mais acentuada entre as trabalhadoras.

Alexandre Fernandes destacou ainda o impacto do teletrabalho, realidade que ganhou expressão após a pandemia. “Uma em cada quatro mulheres está actualmente em teletrabalho, o que muitas vezes se traduz numa confusão entre o trabalho profissional e o trabalho doméstico”, apontou.

O responsável sindical referiu que os estudos servem de base às reivindicações apresentadas pela estrutura, nomeadamente na melhoria das condições salariais, na promoção da conciliação entre vida profissional e familiar e no combate à precariedade. “Estes dados dão-nos instrumentos para a negociação com entidades patronais e Governo, na tentativa de melhorar condições de trabalho que continuam a ser mais penalizadoras para as mulheres”, concluiu.