DNOTICIAS.PT
Guerra no Irão Mundo

Israel ataca Hezbollah no Líbano mas descarta operação terrestre

None
FOTO WAEL HAMZEH/EPA

O exército israelita anunciou hoje ter efetuado um ataque contra um alto funcionário do movimento Hezbollah em Beirute, acrescentando que nada justifica o envio de tropas para o Líbano.

"Nada no terreno justifica uma invasão terrestre iminente, nem preparativos nesse sentido", declarou aos jornalistas da imprensa estrangeira o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército, em resposta a uma questão sobre planos de ofensiva terrestre no Líbano.

"A curto prazo, no imediato, a resposta é não", acrescentou, quando Israel realizou vários ataques, nas últimas horas, contra o vizinho do norte, e no terceiro dia da operação norte-americana e israelita contra o Irão.

O ataque desta madrugada (hora local) foi uma resposta aos disparos contra Israel realizados pelo movimento armado xiita libanês Hezbollah (Partido de Deus) apoiado pelo Irão, indicou o exército nas redes sociais.

"Um alto funcionário terrorista do Hezbollah em Beirute" foi atingido, referiu na mesma mensagem, sem identificar o alvo.

Antes, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, tinha afirmado que o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, era "um alvo designado para eliminação".

O último ataque israelita atingiu os subúrbios do sul de Beirute, bastião do Hezbollah, testemunharam jornalistas da agência de notícias France-Presse na capital libanesa.

O Hezbollah disse que "ia confrontar" a agressão norte-americana e israelita contra o Irão, na sequência da morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, anunciada no domingo.

O grupo armado reivindicou já o lançamento de mísseis e drones (aparelhos aéreos não tripulados) contra Israel, que retaliou e anunciou estar a atacar alvos do Hezbollah "em todo o Líbano". Ao mesmo tempo, ordenou a evacuação de 50 aldeias.

De acordo com um balanço oficial inicial, os ataques israelitas mataram 31 pessoas e feriram 149.

O chefe do Exército israelita afirmou que os ataques no Líbano podiam durar "muitos dias".

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.