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Guerra no Irão Mundo

Teerão já não consegue enriquecer urânio nem produzir mísseis balísticos, afirma Netanyahu

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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o Irão está "a ser dizimado" e já perdeu capacidade para enriquecer urânio ou produzir mísseis balísticos, prevendo que a guerra terminará "mais depressa do que se pensa".

"Ao fim de 20 dias, posso anunciar que o Irão já não tem capacidade para enriquecer urânio e que já não tem capacidade para produzir mísseis balísticos", afirmou Netanyahu na sua segunda conferência de imprensa desde o início da ofensiva aérea lançada em 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos.

O líder israelita indicou que as suas forças vão continuar "a desmantelar estas capacidades" e "esmagá-las completamente, até que não reste nada além de cinzas" e assinalou que o Irão "está a ser dizimado" pela ofensiva israelo-americana.

"O arsenal de mísseis e drones do Irão está a sofrer uma degradação em grande escala. E será destruído. Centenas dos seus lançadores já foram destruídos. Os seus 'stocks' de mísseis estão gravemente afetados, assim como as indústrias que os produzem", referiu.

Benjamin Netanyahu classificou como "informação falsa" a alegação de que "Israel tenha, de alguma forma, arrastado os Estados Unidos para um conflito com o Irão" e elogiou a coordenação que considera sem precedentes entre os líderes dos dois países.

"Alguém acredita mesmo que se possa ditar ordens ao Presidente (norte-americano, Donald] Trump?", questionou.

No entanto, assumiu que Israel "agiu sozinho" no bombardeamento executado na quarta-feira contra o campo de gás iraniano de South Pars, que levou a uma retaliação de Teerão através de vagas de ataques aéreos contra infraestruturas energéticas dos países vizinhos do Golfo.

"Em primeiro lugar, Israel agiu sozinho contra o complexo de gás de South Pars. Em segundo lugar, o Presidente Trump pediu-nos para suspender quaisquer outros ataques, e estamos a cumprir", declarou o líder israelita.

O primeiro-ministro considerou também que as tentativas do Irão de "chantagear o mundo" através do bloqueio do Estreito de Ormuz e consequente escalada do preço global do petróleo estavam condenadas ao fracasso.

"A seita mortal no Irão está a tentar chantagear o mundo encerrando uma importante via navegável internacional, o Estreito de Ormuz. Isto não vai funcionar", advertiu, acrescentando que Israel "está a contribuir, à sua maneira, através de informações e de outros meios, para o esforço americano" de reabrir a passagem por onde transitavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundiais.

Na conferência de imprensa, o chefe do Governo disse que observa "muitos sinais" de fissuras na liderança iraniana, "não apenas no alto comando, mas também no terreno", e que ignora "quem está a liderar o Irão neste momento", após Israel ter anunciado que eliminou vários destacados dirigentes e altas patentes militares da República Islâmica.

"O que estamos a ver é que há muita tensão entre aqueles que disputam o poder", relatou.

Benjamin Netanyahu afirmou que o seu Governo "não está a contar os dias" para o fim da ofensiva contra o Irão, ao sugerir que ainda há objetivos a alcançar, apesar de sentir que o seu país "está a ganhar".

No entanto, previu que a guerra com o Irão "terminará mais cedo do que as pessoas pensam", mas mostrou-se mais evasivo sobre o futuro do regime teocrático em Teerão.

"Posso dizer que estamos a trabalhar para criar as condições para o seu colapso", referiu, admitindo em simultâneo que o regime "pode sobreviver", mas que se for esse o caso ficará "muito mais fraco".