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Guerra no Irão Mundo

Israel diz ter matado ministro dos Serviços de Informações iraniano

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O ministro da Defesa de Israel anunciou hoje que as forças armadas israelitas mataram o ministro dos Serviços de Informações iraniano, Esmail Khatib.

Israel Katz adiantou que "são esperadas surpresas significativas ao longo deste dia em todas as frentes", referindo que o exército israelita tem autorização para matar todos os altos responsáveis iranianos que constam da lista de alvos.

Teerão não confirmou a morte do ministro, um dia depois de Israel ter matado o responsável de segurança iraniano, Ali Larijani, e o chefe da força paramilitar voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, Gholamreza Soleimani.

"Depois dos decisivos assassínios de altos responsáveis do regime, Larijani e Soleimani, o ministro dos Serviços de Informações iraniano, Esmail Khatib, que era responsável pelo sistema interno de homicídios e repressão do regime, foi também morto ontem [terça-feira] à noite", de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa israelita.

No início da guerra, a 28 de fevereiro, as forças aliadas dos Estados Unidos e de Israel também mataram o ex-líder supremo do Irão 'ayatollah' Ali Khamenei.

O Departamento do Tesouro dos EUA tinha sancionado Khatib em 2022, alegando que o Ministério dos Serviços de Informações iraniano "estava envolvido em atividades cibernéticas contra os Estados Unidos e os seus aliados".

Khatib "dirige diversas redes de agentes de ciberameaças envolvidos em ciberespionagem e ataques de 'ransomware' [um tipo de programa informático que sequestra dados, bloqueando o acesso a sistemas e exigindo um resgate para os libertar] para ajudar os objetivos políticos do Irão", disse na altura o Departamento do Tesouro norte-americano.

Os EUA consideraram ainda aquele ministério como "um dos principais serviços de segurança do Governo iraniano, responsável por graves violações dos direitos humanos".

O Irão reagiu, esta manhã, com violência à morte de Larijani e Soleimani, atacando os vizinhos do golfo Pérsico e Israel, disparando alguns dos seus mísseis mais recentes para contornar as defesas aéreas e matando duas pessoas perto de Telavive.

Desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão, no início da guerra, Teerão tem atacado as infraestruturas energéticas dos vizinhos árabes do Golfo, bem como bases militares norte-americanas, como parte de uma estratégia para aumentar os preços do petróleo e pressionar Washington a recuar.

Teerão mantém também o controlo sobre o estreito de Ormuz, a rota marítima por onde transita um quinto do petróleo mundial, aumentando as preocupações com uma crise energética mundial.