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Ucrânia enviou 201 especialistas para intercetar drones iranianos

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A Ucrânia enviou 201 especialistas em defesa aérea para o Médio Oriente para ajudar os seus aliados na região a intercetar os drones iranianos, revelou hoje em Londres o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Há 201 ucranianos no Médio Oriente e no Golfo, e outros 34 estão prontos para serem destacados, especialistas militares, capazes de prestar assistência e permitir a defesa contra os drones Shahed" iranianos, declarou o chefe de Estado ucraniano, durante um discurso no parlamento britânico.

Zelensky afirmou que os peritos ucranianos estão nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar, na Arábia Saudita e a caminho do Kuwait. 

"Estamos a trabalhar com vários outros países. Já existem acordos em vigor", acrescentou, explicando que o envio foi feito "a pedido dos nossos parceiros, incluindo os Estados Unidos". 

Zelensky disse estar aberto à cooperação no domínio dos drones e a parcerias no setor da defesa com outros países porque os drones intercetores desenvolvidos pela Ucrânia são mais baratos do que os mísseis usados pelos Estados Unidos, Reino Unido e países árabes, que podem custar até vários milhões de dólares. 

"A nossa abordagem é muito mais económica", vincou. 

Desde o início do conflito no Irão, desencadeado por uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos e Israel, as forças de Teerão têm respondido com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando bases militares norte-americanas, mas também infraestruturas energéticas, tecnológicas e financeiras.

Kiev tem experiência no abate de drones com tecnologia iraniana, como os Shahed, usados na Ucrânia pela Rússia, um aliado próximo de Teerão.

Durante o mesmo discurso, ao qual assistiu o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o Presidente ucraniano agradeceu ao Reino Unido por não ter levantado as sanções ao petróleo russo, como fizeram os Estados Unidos.

"Um forte apoio à Ucrânia, sanções severas contra a Rússia e projetos conjuntos de defesa robustos são a única base para uma diplomacia eficaz que permita pôr fim a esta guerra", defendeu.

O discurso de Zelensky numa sala do parlamento britânico ocorreu após uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e antes de um encontro com o Rei Carlos III.