Sul-coreanos orgulhosos com dois Óscares para "K-Pop Demon Hunters"
O Presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, exprimiu hoje o orgulho dos sul-coreanos pelos dois Óscares atribuídos ao fenómeno global de animação e música "K-Pop Demon Hunters".
A longa-metragem da sul-coreana-canadiana Maggie Kang, que realizou em conjunto com o norte-americano Chris Appelhans, recebeu no domingo os Óscares de melhor filme de animação e melhor canção original, "Golden", na gala realizada em Los Angeles, Estados Unidos.
"Exprimo o meu mais profundo agradecimento à realizadora Maggie Kang e a toda a equipa de produção", escreveu Lee Jae-myung nas redes sociais.
"Infundiram um orgulho imenso na Coreia do Sul e nos coreanos de todo o mundo", considerou o Presidente sul-coreano, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O sucesso de "K-Pop Demon Hunters", produzido pela Sony Pictures Animation, tem sido avassalador desde a estreia em junho de 2025, tornando-se o filme mais visto na Netflix, com 325 milhões de visualizações.
A banda sonora do filme encabeçou as principais tabelas internacionais no ano passado, com "Golden" a liderar durante semanas a lista de sucessos da Billboard nos Estados Unidos e a acumular milhões de reproduções.
"A harmoniosa fusão da energia dinâmica do K-Pop, a sensibilidade coreana e a imaginação original proporcionou uma nova alegria e alargou ainda mais os horizontes da nossa cultura", destacou o Presidente sul-coreano na mensagem.
Maggie Kang assina também o argumento de "K-Pop Demon Hunters", cujo sucesso levou a Netflix a anunciar já uma sequela para 2029.
"Lamento imenso que tenha sido necessário tanto tempo para que pudéssemos ver um filme como este, mas ele finalmente está aqui, o que significa que as gerações futuras já não terão de esperar por ele", declarou Kang, ao receber a estatueta dourada.
"Isto é para a Coreia, e para os coreanos", disse a correalizadora do filme, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O canal de informação sul-coreano YTN saudou a "mensagem sincera dirigida à Coreia" por Kang e o jornal Hankook Ilbo utilizou a sua citação em título.
"A síndrome K, como é chamado, estende-se agora aos filmes de animação", escreveu o internauta Kim Chang-soo, ecoando muitos outros utilizadores cheios de orgulho, num país cuja cultura irradia através da música K-pop ou das séries K-dramas.
O filme segue as HUNTR/X, um grupo de K-pop cujas três cantoras são também caçadoras de demónios que protegem secretamente a Terra.
Graças à música e à energia dos fãs, Rumi, Mira e Zoey alimentam uma barreira mágica encarregada de aprisionar as almas maléficas num universo separado e de proteger, assim, a humanidade.
Têm de enfrentar os Saja Boys, um grupo concorrente composto por homens que vampirizam o ardor do público a fim de aniquilar a barreira entre os dois mundos.
O filme inspira-se no xamanismo, uma tradição que consiste em recorrer a intermediários para comunicar com o mundo dos espíritos e da natureza.
A obra combina vários elementos da cultura sul-coreana ao integrar referências à moda, à gastronomia e ao folclore do país, acrescentou a AFP.