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Taiwan detecta 26 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha

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Foto Shutterstock

A República de Taiwan detetou 26 aeronaves militares chinesas a operar nas imediações da ilha nas últimas 24 horas, das quais 16 cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, anunciou hoje o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan.

De acordo com o boletim diário divulgado pelo Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias Efe, as incursões ocorreram entre as 06:00 de sexta-feira (22:00 GMT de quinta-feira) e as 06:00 de sábado (22:00 GMT de sexta-feira).

Nesse período temporal foi também detetada a presença de sete navios de guerra chineses em águas próximas da ilha de Taiwan.

Do total de aeronaves registadas, 16 atravessaram a linha média do Estreito, uma fronteira não oficial que, durante décadas, funcionou como uma linha de separação tácita entre ambos os lados, e penetraram em áreas do norte, centro e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan.

Perante estes movimentos, as Forças Armadas de Taiwan mobilizaram caças, navios da Marinha e sistemas de mísseis terrestres para acompanhar a situação e responder caso fosse necessário, indicou o ministério.

Este é o maior número de aeronaves chinesas detetadas por Taiwan desde 25 de fevereiro, quando o Ministério da Defesa de Taiwan informou da presença de 30 aparelhos no que Pequim descreveu na altura como uma "patrulha conjunta de preparação para o combate".

Entre o final de fevereiro e o início de março, Taiwan registou uma atividade aérea chinesa muito inferior ao habitual, com vários dias sem que fossem relatadas incursões.

A China considera Taiwan uma das suas províncias, cuja soberania não foi reconhecida, enquanto o Governo de Taiwan defende que a ilha é um território autónomo com o seu próprio sistema político e militar.

Nos últimos anos, Pequim tem aumentado a pressão militar em torno de Taiwan através do envio quase diário de aeronaves e navios de guerra para as imediações da ilha, uma estratégia que Taipé denuncia como parte de uma campanha de intimidação destinada a desgastar as suas forças armadas e reforçar as suas reivindicações territoriais.