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Madeira

“Comigo era de picareta na mão”

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Foto Rui Silva/ Aspress

Carlos Gonçalves terminou a sua intervenção com críticas à falta de condições para a educação artística nas escolas, defendendo mais espaços próprios para a música, dança e expressão dramática.

Durante a mesa redonda dedicada aos “50 anos da Autonomia e o impacto na Educação na Madeira”, o antigo presidente do Conservatório afirmou que não faz sentido haver salas para informática e não existir espaço adequado para o ensino artístico.

Para o professor, a solução exige determinação política e pressão institucional.

“Toda a minha vida andei com a picareta na mão a picar a rocha. E acho que agora é preciso voltar a pegar na picareta”, afirmou, arrancando aplausos da plateia.

Carlos Gonçalves criticou também o uso de manuais no ensino da música nas escolas, defendendo que a aprendizagem deve assentar sobretudo na prática artística.

“As crianças têm primeiro de viver a música, tocar e cantar”, sublinhou.

Na sua perspectiva, a educação artística deve centrar-se na experimentação e na prática regular, e não numa abordagem excessivamente teórica dentro da sala de aula.