Câmaras “não fazem concorrência desleal” nos eventos culturais
A antiga vereadora da Câmara Municipal de Machico, Mónica Vieira, rejeitou a ideia de que os eventos culturais promovidos pelas autarquias representem concorrência desleal para os promotores privados.
A posição foi expressa durante a mesa redonda dedicada aos “50 anos da Autonomia e o impacto na Educação na Madeira”, integrada no congresso de Educação Artística.
Questionada sobre o impacto de espectáculos gratuitos promovidos pelos municípios, a antiga responsável autárquica afirmou que vê estas iniciativas como parte de um esforço comum de promoção cultural.
“A concorrência não é desleal. Estamos todos a caminhar para a promoção da cultura nas nossas comunidades”, afirmou.
Na sua perspectiva, o objectivo central das iniciativas culturais deve ser a formação de públicos e a divulgação da diversidade artística junto da população.
“Estamos todos a remar no mesmo sentido, que é formar públicos e apresentar diversidade cultural”, referiu.
Mónica Vieira acrescentou que existe espaço para diferentes tipos de iniciativas culturais, desde grandes eventos dirigidos a públicos mais amplos até concertos e actividades de carácter mais intimista.
Para a antiga vereadora, o essencial é criar oportunidades para que as pessoas tenham acesso à cultura e frequentem os espaços de espectáculo.
“O importante é fazer acontecer, promover a cultura e levar as pessoas aos lugares de espectáculo”, concluiu.