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Governo Regional Madeira

Vice-presidente da CMF critica investimento público em novos campos de golfe na Madeira

"Não faz sentido e é economicamente irracional continuar esse percurso", diz Carlos Rodrigues

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Foto arquivo/ Aspress

O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) e ex-deputado do PSD, Carlos Rodrigues, veio hoje a público manifestar-se contra o facto de o Governo Regional assumir o papel de construtor de campos de golfe na Madeira, numa intervenção publicada esta sexta-feira na sua página de Facebook.

“Entendo que, no máximo, a região deve criar as condições para que esses investimentos aconteçam e não fazê-los. Esse passo deve ser dado única e exclusivamente por privados com modelos de negócio devidamente construídos e projectados. Se não existirem interessados, então é porque os investimentos não são viáveis e, se não são viáveis para os privados, jamais serão para os contribuintes”, defendeu Rodrigues.

O autarca acrescentou que o Governo deve limitar-se a criar acessibilidades, construir infra-estruturas de apoio e facilitar processos administrativos. “De achismos pseudo-intelectuais estamos fartos”, reforçou.

As críticas surgem no contexto do projecto do Campo de Golfe do Faial, que - conforme noticiou o DIÁRIO na edição impressa de hoje - se vai estender por cerca de 70 hectares ao longo do vale da Ribeira e cuja aquisição de terrenos pode custar pelo menos 25 milhões de euros. A construção e exploração do campo serão concessionadas a privados, seguindo o modelo adotado na Ponta do Pargo, e o campo terá 18 buracos, explicou o secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Rodrigues.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, esclareceu que a verba adicional destina-se exclusivamente à expropriação dos terrenos e não à construção do projecto. “Neste momento vamos expropriar o terreno”, afirmou, acrescentando que o modelo de desenvolvimento do campo ainda será definido.

O projecto pretende dinamizar a economia local e regional, mas a posição de Carlos Rodrigues ressalta a polémica política sobre o papel do Governo na promoção de investimentos privados de grande dimensão, questionando a viabilidade económica e o interesse público do investimento.

Compreendo os investimentos do Porto Santo e do Santo da Serra. Havia que dar início ao processo e foi o que se fez. A partir daí, não faz sentido e é economicamente irracional continuar esse percurso Carlos Rodrigues