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Francisco Louçã apresenta 'Imaginação' na Madeira

Foto Arquivo/Miguel Espada/Aspress
Foto Arquivo/Miguel Espada/Aspress

O economista, docente universitário e político Francisco Louçã estará na Madeira amanhã para apresentar o seu mais recente livro, intitulado "Imaginação". A apresentação está marcada para as 16h00, na Livraria Bertrand do Centro Comercial Plaza (ex-La Vie), no Funchal.

Em "Imaginação - cores, deuses, viagens e amores", segundo sinopse da Livraria Bertrand, Francisco Louçã "procura responder a essa questão através de uma viagem pela cultura humana".

"Poder-se-ia perguntar, como Shakespeare sugeriu em 'Sonho de Uma Noite de Verão', se a vida é uma tensão entre o que imaginamos - com a nossa cultura e as nossas paixões - e o que entendemos", continua. "Tem havido quem argumente que a imaginação é um voo condenável, um devaneio; outras opiniões concluem, pelo contrário, que não se pensa, sente ou aprende sem imaginar. Haverá, então, além da fria razão a que o Sonho se referia, uma essência humana que nasce do impulso da criatividade?", questiona.

O autor, cuja actividade política notabilizou-se como líder do Bloco de Esquerda entre 2005 e 2012, parte "do conceito de que a imaginação é a essência humana", levando-nos "numa jornada multidisciplinar pelas realizações da humanidade que têm na sua génese a imaginação, que é, por sua vez, produtora de imaginário (o conjunto de imagens que a nossa imaginação gera e projeta)".

Assim, "nesta viagem visitamos o desejo das cores imaginadas por artistas como Bosch, Gauguin, Van Gogh, Manet, e escritores como Shakespeare ou Cervantes, entre muitos outros, e o seu impacto artístico, social, político, histórico…", realça a sinopse. "Encontramos a imaginação no cerne da cosmogonia, da visão do Além, da experiência de Deus; vemos a imaginação na base da criação de outros mundos e dos seus habitantes, o que levou o ser humano em busca de novas terras. Por fim, vemos o desejo como o resultado de uma projeção, uma imaginação de prazer, do corpo do outro, do amor e também da culpa", acrescenta.

E conclui que "Imaginação" é "um verdadeiro tratado sobre a importância da imaginação e do imaginário na história da humanidade".